9 de Julho de 2009

District 9 (2009)

District 9 é um filme de Neill Blomkamp inspirada numa curta metragem do mesmo, intitulada Alive in Joburg (2005).






District 9 - Trailer



Em District 9, formas extraterrestres partilham a Terra com os humanos, são refugiados interplanetários que após a sua chegada, foram exilados e confinados a um pequeno suburbio na Africa do Sul.


Mas a ténue segurança que o exílio dos extraterrestres oferece é ameaçada quando um agente do Governo ameaça expor os segredos por detrás da sua biotecnologia.

7 de Julho de 2009

MOVIE QUOTES
American Splendor (2003)

Harvey Pekar (Paul Giamatti): What movie could be worth driving 260 miles round trip for?
Toby Radloff (James Urbaniak): It's a new film called Revenge of the Nerds. It's about a group of nerd college students who are being picked on all the time by the jocks. So they decide to take revenge.
Harvey Pekar: So what you're saying is, you identify with those nerds.
Toby Radloff: Yes. I consider myself a nerd. And this movie has uplifted me. There's this one scene, where a nerd grabs the microphone during a pep rally and announces that he is a nerd and that he is proud of it and stands up for the rights of other nerds.
Harvey Pekar: Right on.
Toby Radloff: Then he asks all the kids at the pep rally who think they are nerds to come forward, so nearly everybody in the place does. That's the way the movie ends.
Harvey Pekar: Uhhmmm, so the nerds won, huh?
Toby Radloff: Yes.
Harvey Pekar: All right. Wow, well you know, you got this movie and I'm getting hitched. We both had a good month, huh?
Toby Radloff: Right.

29 de Junho de 2009

The King of Pop!

O Rei morreu. O Mito viverá para sempre, muitas gerações para além da nossa.
Por tudo e mais alguma coisa... Obrigado Michael!
Não foste feito para este mundo e terás, finalmente, encontrado a paz do lado de lá...


23 de Junho de 2009

The Pacific

Tom Hanks e Steven Spielberg voltam à carga com “The Pacific”, que retrata a épica aventura de um grupo de três “marines” durante a sua passagem no Pacífico em plena 2ª Guerra Mundial, onde os americanos enfrentaram as tropas japonesas.


The Pacific, apesar de não ser uma sequela no sentido habitual (não segue a história da Easy Company do Band of Brothers), pega na história da mini-série anterior onde esta nos deixou “pendurados”.

Ficamos à espera de mais novidades.

15 de Junho de 2009

REVIEW
My Name Is Bruce

Ano: 2008
Reaizador: Bruce Campbell
Actores: Bruce Campbell

Bruce Campbell fez um filme que, no fundo, é uma auto-paródia a tudo o que ele representa, nomeadamente o facto de ser o maior para um indeterminado número de pessoas, não obstante só ter feito filmes de merda para além da grandiosa trilogia Evil Dead. Como alguém que só faz filmes de merda é um ícone para tanta gente é algo que me ultrapassa. No entanto, o axioma está lá, é universal e incontestável: Bruce Campbell is THE MAN!

Ou seja, na prática este filme é uma espécie de JCVD, mas pior filmado e executado pois Bruce Campbell faz de ele próprio e é confundido com Ash, o herói de Evil Dead, tendo que livrar a assustada população de uma vilazeca pacóvia de um demónio libertado que é o protector do tofu (!). Esta amostra de argumento é apenas um pretexto para que Campbell possa soltar umas piadolas bacocas e artificialmente machistas, assim como uma salva de private jokes que apenas os fãs mais empedernidos irão entender. Todos os outros irão franzir o sobrolho perante os aparentes delírios de grandeza de um gajo que, pronto... já viu melhores dias.

Mesmo eu achei que ele foi longe demais aqui e nem o facto de ele ser THE MAN salva este filme de ter más piadas, maus actores, maus diálogos (tirando uma ou outra linha) e ser, em regra geral, deveras insuportável, pois parece que demora 2 horas a passar (não obstante não ter mais que hora e pouco de duração).

É outra hora de vida que não me devolvem... (suspiro)

O melhor: Bruce Campbell.
O pior: Bruce Campbell (o facto de ser o maior não o impede de ser uma merda aqui).
Classificação: 3

REVIEW
Let the Right One In

Ano: 2008
Realizador: Tomas Alfredson
Actores: Kare Hedebrandt, Lina Leandersson

Um conto de vampiros contemporâneo e, ainda por cima, nórdico só pode ser uma coisa boa. Bem, não será bem assim, mas visto que Hollywood continua a injectar-nos nas veias merdascas estupidificantes a granel, sabe sempre bem uma lufada de ar fresco num género estafadíssimo como é a temática vampiresca.

E isso é aqui conseguido aliando a mitologia supracitada a uma história de amor adolescente entre um jovem que sofre na pele com o bullying e uma rapariga estranha que mora ao lado dele que, vem-se a saber, é uma vampira sedenta que se apaixona pelo nosso protagonista e que tenta ensiná-lo a defender-se, ao mesmo tempo que controla os seus crescentes (e naturais) impulsos para lhe querer cravar as dentolas no pescoço.

O que torna, realmente, este filme interessante é a tentativa de o fazer real, como se, em cada esquina pudesse existir uma pequena vampira ostracizada, que tem que se conter para não ser descoberta, continuando assim a alimentar os seus apetites em surdina, na calada de uma qualquer fria noite sueca. E esse é o maior defeito do filme, essa tentativa de realismo poético, que é exacerbada em longos planos à lá Gus Van Sant da neve, das árvores, das casas, com cada um deles a durar uns 30 segundos e a aborrecer o espectador de morte. Também há personagens que não interessam minimamente, mas tudo parece ficar esquecido quando observamos a densidade da interacção entre os dois jovens protagonistas, que constitui o grosso do interesse do filme e dá uma poesia e uma luz muito peculiar ao filme, pela forma como alia a aproximação entre eles ao misticismo que está associado aos vampiros (como, por exemplo, o facto de "ela" só poder entrar em casa dele se tiver sido convidada).

Tudo o resto... é paisagem (e bem monótona, por sinal).


O melhor: O "vampirismo contemporâneo". O final, igualmente poético e gore.
O pior: É quase um filme conceptual, o que vai levar muita gente ao desespero.
Classificação: 6.5

8 de Junho de 2009

REVIEW
Terminator: Salvation

Ano: 2009
Realizador:
McG
Actores: Christian Bale, Sam Worthington

Meu Deus, como tremiam as pernas à entrada do cinema, perante a perspectiva de ter este corno do McG a escangalhar um dos mais míticos franchises da história. Entretanto, o filme começa e a música legendária do T2 - refeita pelo inefável Danny Elfman - toca e enche-me com um impulso de esperança, ainda mais quando vejo a inovadora cena do helicóptero e a forma como é filmada... que é estragada logo pela primeira cena séria de acção, um exemplo perfeito de comunhão entre uma cacofonia desmedida, muito "twisted metal" à lá Transformers de Michael Bay (terei sido o único a ver um Megatron neste Terminator?) e um "ripoff" descarado ao Mad Max, num futuro pós-apocalíptico onde, no entanto, o sol brilha de tal forma que até ofusca, não obstante a fotografia ser tão escura que até me deu dores de cabeça, vejam lá a contradição...

E surge Christian Bale. Ele berra... e berra mais um bocadinho, excepto quando faz os seus discursos motivados para uma dúzia de gatos pingados espalhados pelo mundo fora. Ou seja, é um registo monocórdico de um dos melhores actores da sua geração, que surge aqui inapelavelmente deslocado, não obstante ser um óptimo chamariz para levar ao cinema pessoas que, de outra forma, se estariam a cagar para mais este opus do franchise Terminator.
Quando Bale é eclipsado pelo ainda mais monocórdico "action man" que é Sam Worthington, estrela em ascenção que aqui executa, com algum carisma, o papel de Terminator principal, isto diz muito sobre a forma como o argumento foi pensado (ou não tivesse sido reescrito por 3 ou 4 gajos).

Sim, tem excelentes cenas de acção (embora excessiva e gratuitamente barulhentas, como já referi), mas é um filme onde, ao contrário dos anteriores, requer-se deixar o cérebro à porta, para não nos preocuparmos muito com alguns dos buracos negros do argumento. Por exemplo, na cena final, o edifício da Skynet, sede de toda a revolta das máquinas, está defendido apenas por um Terminator?

Enfim, uma desilusão do tamanho do mundo e a constatação que, afinal, McG consegue mesmo dar cabo do franchise pois, quando não se tem tomates para mais, o melhor é mesmo nem se tentar... O que tornava os dois primeiros filmes tão especiais era a visão apocalíptica de um futuro iminente e tremendamente coerente, assim como efeitos especiais precisos e aplicados com exactidão à interacção entre os personagens.

Aqui... não temos nada disso e, portanto, assim morre um mito!


O melhor: As cenas de acção, gratuitas mas muito boas.
O pior: A cacofonia espalhafatosa. O argumento, tipo queijo suiço. Os personagens sem qualquer interesse nem carisma. O filme, também sem carisma. A dada altura, não sabia se estava a ver o Terminator, o Mad Max ou os Transformers...
Classificação: 4

7 de Junho de 2009

Drag Me To Hell!

O regresso de Sam Raimi ao terror!
A não perder... algum dia, assim que estreie em Portugal....

30 de Maio de 2009

REVIEW
The Day The Earth Stood Still

Ano: 2008
Realizador: Scott Derrickson
Actores: Keanu Reeves, Jennifer Connelly

Keanu Reeves vem aí outra vez. E agora é um extraterrestre. E vem-nos avisar que o mundo está para acabar, e que não há nada que possamos fazer acerca disso. E fa-lo num filme marreco que não aquece nem arrefece, onde a máxima emoção é vermos que as gigantescas "eco-esferas" que invadem o planeta são reminiscências de influências do Independence Day.

O pior deste remake é mesmo o facto de se levar muito a sério, em todas as suas vertentes, quer no seu exagerado americanismo bacoco, quer nos anacronismos originários do primeiro filme, mas que permanecem teimosamente neste remake. Ou seja, toda aquela coisa devia ter sido remodelada e reformulada para os nossos dias. Fazer apenas um "face-lift" á temática moral de fundo não chega e é um esforço tão inglório como idiota para tentar convencer alguém que este filme pode trazer algo de novo.

E assistir, pela enésima vez, a Keanu Reeves a exibir a expressividade de um calhau sisudo é demasiado penoso, até para alguém tão marcadamente masoquista e que tem, como principal hobby, afogar as mágoas da vida em bombas como esta para denunciar a si próprio e ao meio mundo que lê esta amostra de blog que afinal ainda existem filmes a evitar por aí...

Mas note-se, o filme não é mau-mau. Simplesmente não foi posto nele qualquer esforço para que fosse um bocadinho melhor. O resultado é que, meia hora depois de ejectarmos o DVD e termos ido comer uma sandes de courato, já nem nos lembramos de metade do filme...

O melhor: Alguns efeitos especiais.
O pior: O americanismo. Jennifer Connelly às aranhas. Keanu Reeves, no seu enésimo registo esfíngico. O final.... e o facto de ser um péssimo remake!
Classificação: 4

29 de Maio de 2009

Mankind Is No Island...

Porque não nos devemos esquecer que somos seres humanos...



24 de Maio de 2009

Colaboradores Precisam-se!

Tens a mania que sabes escrever?

Gostas de cinema?

Sempre quiseste pertencer a um blog de segunda categoria?

Então manda já o teu "CV" para geral@moviepit.net e diz-me porque é queres fazer parte da nossa equipa!

REVIEW
Fast and Furious

Ano: 2009
Realizador: Justin Lin
Actores: Vin Diesel, Paul Walker

Há uns 8 anos atrás, vibrei à grande no cinema com o primeiro Fast and Furious. Achei que o Rob Cohen, embora seja um gajo historicamente descerebrado a realizar, fez uns planos giros durante as corridas de rua e deu-lhe uns efeitos interessantes a simular a velocidade excessiva. Enfim, foi um delírio visual, mesmo para quem não gosta do género nem é amante do tuning e saí do cinema com pica para ir rasgar o meu Fiesta de 89 de cima a baixo pelas sinuosas estradas da capital dos estudantes.

8 anos depois, Vin Diesel está mais velho, com ar de quem já foi pai e não está para estas merdas. Infelizmente, o nome Diesel por si só não lhe põe o pão na mesa e há que regurgitar velhos papéis para que o chequezinho lhe vá parar à conta do banco. E só não faz o mesmo com o Riddick de Pitch Black porque esse, entretanto, fica-se a fazer furor pelos écrans dos nossos PC's...

E a verdade é que Vin Diesel (como todo o elenco, aliás) parece estar aqui a fazer um grande frete para trazer de volta ao início o franchise Fast and Furious... e isso nota-se, pois a história é ressabiada, os personagens parecem cansados e a arrastar-se e só os carros brilham em cenas de corridas com tantas mudanças de planos e cortes que a minha mente pareceu trespassada por uma tesoura de podar sebes. Porque de resto... quando há cenas de castanhada brutais e vidros são trespassados por gajos que dão quedas de 10 metros e não partem uma costelinha nem sequer sangram da boca, está tudo dito.

O frete é tão grande que, já perto do fim, começo a desejar que morram todos através de uma inalação mortal de gases intestinais. Infelizmente, tal nunca acontece... e, para culminar, vem aí uma quinta parte do filme!

Oh tempo volta para trás...

O melhor: Os primeiros 10 minutos.
O pior: A história, ressabiada como um traque, não interessa a ninguém.
Classificação: 3

17 de Maio de 2009

NEWS
Terminator Salvation

Como as coisas andam mornas e não há muito tempo para novos posts, aqui vai uma "pérola" de Christian Bale sobre o novo Terminator (a estrear em Portugal a 4 de Junho):

I went, "No, I don't even have to read this." I just thought, the mythology is dead. I mean, I did flick through (the script), because you can always be surprised. But I wasn't surprised by what I read in that one(...).
I had people telling me, "Don't do it, Christian. Don't go with that guy." In a strange way, I like the fact that he keeps that name because it does him no friggin' favors. But people hear it and they go, "Fuck him!" People were telling me, "Christian, you're too good for Terminator." And I'm thinking, "I'm too good?" I'm not a snob. I really fucking enjoy watching a good action movie. Who do you think I am?!

(retirado daqui)

1 de Maio de 2009

REVIEW
Knowing

Ano: 2009
Realizador: Alex Proyas
Actores: Nicolas Cage e outros....

O último filme do excelente realizador Alex Proyas (responsável por jóias como The Crow, Dark City ou o subvalorizado I, Robot) pode ser resumido como o "filme-cristão-catástrofe" do momento pois engloba vários conceitos, como o determinismo, o acaso, o apocalipse, Adão e Eva e o renascer... de quê? Não vos digo, senão perdia a piada toda.

O que tem piada aqui é ver Nic Cage a dissimular, mais uma vez, o ter ficado mau actor do dia para noite com o facto de andar a correr como uma barata tonta de um lado para o outro a tentar evitar desastres iminentes que descodifica, a partir de uma folha com números escrita por uma miúda estranha há 50 anos atrás...

Parece confuso? Talvez. Há muita gente por aí que achou que o argumento era um verdadeiro molho de bróculos. Pessoalmente, o filme descontraiu-me e não senti a necessidade de ficar em estado de prontidão, com o bloco de notas mental a apontar todas as falhas que o filme pudesse ter.

Já o chamaram de filme pipoqueiro. Inclusive li cenas tão parvas como o facto de o epílogo ser eminentemente racista (???). Para mim, foi "apenas" um filme-catástrofe com um ligeiro travo a blockbuster pipoqueiro, mas que esconde por trás um objecto de reflexão inquietante, que é espelhado nas espectaculares e perturbadoras cenas de acção, onde os CGI's são usados de uma forma que... perturba e choca, não obstante ser essencial ao desenrolar do filme. Não se trata de gore tipo Saw mas há ali toda uma estética especial que indicia a criação de um "estilo Proyas", aquela espécie de "toque de Midas" que faz com que identifiquemos e associemos os filmes a determinadas pessoas.

Não é o melhor filme de Proyas, até porque há certas cenas que são estúpidas e parecem tiradas do buraco do cu, mas o facto de se ficar a remoer sobre ele horas depois de termos saído da sala diz muito. Pelo menos a mim diz. Embora preferisse não saber certas coisas...

O melhor: A história, a dicotomia determinismo vs coincidências, a metáfora cristã, o trecho de música clássica e os efeitos especiais!
O pior: Nic Cage ainda está longe do seu melhor...
Classificação: 8

30 de Abril de 2009

NEWS
The Soloist

Atenção a este filme. Só cá deve chegar em Outubro (se tanto) mas quem vos avisa, traidor não é!

29 de Abril de 2009

NEWS
DVD's ao preço da uva mijona

Já que não anda por aí nenhum filme de jeito, e como há que informar a maralha distraída, faço saber que a trilogia do Senhor dos Anéis está à venda no Jumbo por 12€.

E, no Media Markt, comprei esta pérola por apenas 3€ e pouco.


22 de Abril de 2009

NEWS
Novo colaborador

Caríssimos e estimados (dois) visitantes do blog!

Aqui os mestres conseguiram contratar mais uma ovelha para o crescente rebanho de tresmalhados cinéfilos!

E a julgar pelo blog dele (a ser visto aqui), só posso ter um frémito de antecipação a percorrer-me a espinha, perante a possibilidade de ver, neste bar de alterne da cinefilia nacional, críticas que abanem com o sistema (e que metam sangue e mamas... ou então não.).

Porque apesar de haver séniores a ler este texto, este blog é, na sua essência, um espaço eterna e subliminarmente badalhoco!

MOVIE QUOTES
Ghost Town (2008)

Bertram Pincus (Ricky Gervais): Dr. Prashar, you're from a... scary country, right?
[pausa]
Dr. Prashar (Aasif Mandvi): I'm from India...
Bertram Pincus: But, you're not... Christian, like us?
[pausa]
Dr. Prashar: I'm a Hindu...
Bertram Pincus: Yeah. So, hum, how would you extract information from a hostile?
Dr. Prashar: Well... as a... Hindu person... I would just... ask him... politely...

7 de Abril de 2009

REVIEW
Quantum of Solace

Ano: 2008
Realizador: Marc Forster
Actores: Daniel Craig, Judi Dench

A enésima entrega de Bond traz-nos um Daniel Craig mais tarimbado e amargurado, após a morte da sua querida Vesper, e com sede de vingança, mesmo que para a concretizar se torne num rebelde do MI6, andando a correr por aí que nem um cão com cio a cobrir tudo o que mexe e a matar tudo o resto.

Enfim, não gastarei muitas linhas no argumento, porque sinceramente cheirou-me a ressabiado por todos os lados. Ditadores sul-americanos, petróleo, interesses dos americanos... agora é moda dizer mal dos States (mesmo que eles até mereçam) e, para certos realizadores, tudo o que seja pôr o dedo na ferida é, para eles, igual a muitos dólares na carteira. Infelizmente, esquecem-se que tem que haver um argumento capaz e interessante por trás a apoiar essas teorias da conspiração, o que não é o caso aqui. É um bocado triste, principalmente quando o mesmo tem o dedo de Paul Haggis.

Claro que, mesmo tendo o competente Marc Forster ao leme, ele não faz omeletes sem ovos, não obstante pôr todo o seu labor ao serviço de excelentes efeitos especiais e cenas de acção muito bem filmadas, onde se destaca, à semelhança de Casino Royale, a brutalidade de Craig na forma como despacha, com igual galhardia, agentes, guarda-costas e mauzões bolivianos. Mas, mesmo assim, nota-se que Bond anda sempre às aranhas e vê-se obrigado a viajar por meio mundo para esconder as fraquezas de um argumento esquálido, que tenta disfarçar a palidez das ideias com muitas e boas cenas de castanhada... apesar de ter um vilão morno como um copo de mijo e bond-girls que não levantavam o mastro a um morto...


O melhor: Bond continua bruto como as casas.
O pior: As bond-girls são chochas e o argumento é fraquinho e desinteressante.
Classificação: 6

REVIEW
Blindness

Ano: 2008
Realizador: Fernando Meirelles
Actores: Julianne Moore, Mark Ruffalo

Adaptação do Ensaio sobre a Cegueira, de Saramago, esta é uma obra arrojada do realizador Fernando Meirelles, que já nos acariciou o escroto com esse filme visceral que era Cidade de Deus e, em igual medida, com o intimista The Constant Gardener.
Aqui, arrisca-se um bocado ao traduzir para cinema uma obra que, pelo que já ouvi e li, poucos julgavam ser traduzível. E fá-lo seguindo uma linha narrativa pouco usual, usando planos que puxam ao acompanhamento excessivo dos personagens e de todas as suas deambulações por uma terra de cegos.

E, ao longo do filme, sente-se quase constantemente uma tentação do realização para transformar uma obra complexa num filme quase... de zombies. Mas com facilidade se vê que esta "tentação" é apenas um paradigma para um radical estudo da sociedade e do seu desespero perante uma catástrofe global, sendo que este é, sem dúvida, um dos pontos fortes do filme. Ou seja, em termos de "big picture", a capacidade que a nossa sociedade tem em fazer implodir toda a escala de valores éticos e morais sob a qual assenta de forma aparentemente periclitante é deveras preocupante e, sinceramente, não me admirava que, de hoje para amanhã, nos andássemos a matar por muito menos.

Voltando ao filme, que é o que interessa, Julianne Moore anda a ficar tarimbada nestes papéis de mulher sofrida, que passa o filme a aguentar com um exército de cegos atrás e Mark Ruffalo é um bocado jovem para fazer de marido dela, mas pronto... parece mais o amante barbudo e aspirante a sex-symbol com a higiene por fazer, que passa o filme às apalpadelas. Mas ela se calhar gosta deles jovens e porcos, pois só assim se compreende que ela ande sempre com ele ao longo de todo o filme, não obstante o facto de ele cheirar pior que um bosteirão que passou 10 dias ao sol.

É um filme complexo de digerir e não agradará decerto a todos, mas relembrando o título da obra original... é apenas um "ensaio" e deve ser interpretado como tal, mesmo tendo em conta algumas incongruências que exibe (ver "O Pior"). Mesmo não tendo lido o livro, deduzo que se Saramago himself gostou, é porque não deve estar tão mal adaptado como isso...

O melhor: A cinematografia esbranquiçada e a análise à fragilidade do nosso tecido social.
O pior: A cena do fellatio, incompreensível.
Classificação: 6.5