Ano: 2009
Realizador: Gavin Hood
Actores: Hugh Jackman, Liev Schrieber
É positivo quando se mete este filme no DVD e já se vai com as expectativas pelo R/C, pois apenas pretendemos exercitar o nosso lado masoquista para depois virmos para aqui despejar impropérios.
É, também, óbvio que não devemos esperar um argumento digno de Óscar. O que obtemos é algo tipo fatia de fiambre extra-fina que envolve um esquadrão de mutantes extra-especiais que desenvolve missões arriscadas. Nisto o nosso Wolverine cansa-se, diz "não quero mais isto", como se fosse um puto de 6 anos e o seu "irmão", com quem passou várias fases (e guerras) da história da humanidade (retratadas na magnífica sequência de abertura do filme) vinga-se, liquidando o esquadrão todo, apenas porque lhe apetece e pretendendo terminar no nosso herói de cabelo abichanado.
Sim, é o Wolverine e é descerebrado q.b. mas, por uma vez, não é um filme insultuosamente mau pois tem um herói com algum carisma (e a fúria de um rinoceronte) e tem uma acção coesa e bem orquestrada, que não aborrece nem é excessivamente estupidificante. Por isso, por uma vez (e sem exemplo), é para degustar com um baldezito de pipocas ao lado.
O melhor: Os efeitos especiais e os créditos de abertura.
O pior: Ser um filho bastardo da série X-Men.
Classificação: 6
25 de Outubro de 2009
REVIEW
X-Men Origins: Wolverine
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Edgar
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19 de Outubro de 2009
14 de Outubro de 2009
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Orphan
Ano: 2009
Realizador: Jaume Collet-Serra
Actores: Vera Farmiga, Peter Saarsgard
Kate e John são um pobre casal que tem tudo... 3 filhos, uma belíssima casa no meio do nada, ele é arquitecto e ela é professora de música... no entanto, não conseguem esquecer a grande desgraça que foi a perda de um dos filhos.
Para tentar colmatar essa dor pungente, apostam na adopção e, qual "cavalo negro", escolhem a menina que está aqui ao lado, no poster. Obviamente, e como se pode depreender pelo olhar soturno dela, as intenções da mesma são tudo menos amigáveis, não obstante a fachada de simpatia e carinho inicial que demonstra para com os seus progenitores afectivos. Para já não falar que ela esconde um terrível segredo (que só é revelado perto do final do filme, convenientemente).
O realizador Jaume Collet-Serra é o responsável por essa merdasca esquecível que, dizem, foi o House of Wax (dizem... pois eu, de filmes maus, já ando cheio) e deve ter ficado com os ouvidos cheios de tanto dizerem mal do filme. Alguma coisa ele aprendeu sobre o que devem ser os cânones de um bom thriller, pois ele aplica-os quase todos aqui, nomeadamente na construção da inquietação que circunda as acções da maléfica filha adoptiva, fazendo com que o espectador se irrite solenemente por ninguém lhe pregar um valente par de chapos.
É, portanto, com deleite que este vosso escriba assistiu, desde há muito tempo, a um thriller que não se cinge ao saca-susto e importa-se realmente com as personagens e com o que nós pensamos delas, construindo uma história interessante e cativante. Pena que o final simplesmente cague tudo. E digo-o já aqui para não ficarem desiludidos à espera de um climax monstruoso. Não existe. Os últimos 10 minutos são um lamentável desfilar de clichés do género do terror que mandam às urtigas tudo o que de bom ficou para trás!
Nota especial para o raio da filha adoptiva! É uma actriz de estalo e pode ir longe se não se deixar cair nos meandros adolescentes da droga, álcool e sodomização.
O melhor: O thriller pungente e a miúda inquietante.
O pior: O final cagou tudo (digno de 1 ponto a menos na nota).
Classificação: 7.5
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Edgar
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7 de Outubro de 2009
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The Burning Plain
Ano: 2008
Realizador: Guillermo Arriaga
Actores: Charlize Theron, Kim Basinger, Joaquim de Almeida
Um dos factores que, para mim, é essencial para me prender a um filme são os primeiros 5 ou 10 minutos. E que melhor razão para me sentir "preso" do que ver logo a abrir a bela e arranjadinha floresta púbica de Charlize Theron, ao mesmo tempo que repousa os seus seios entumescidos na janela do seu apartamento, enquanto apanham uma fresquinha brisa matinal.
Pois é, são coisas destas que agarram um gajo ao sofá (e a outras coisas). Depois é só juntar uma narrativa interessante, que aprofunda ainda mais os problemas sexuais da protagonista e ilumina um pouco as origens do seu comportamento conturbado, tudo isto fazendo uso de uma cronologia narrativa pouco usual, com muitos flashbacks e... flash-forwards. É uma maneira de fazer as coisas pouco usual e que, ao princípio, confunde um bocado o espectador, ainda meio abananado com a imagem daqueles seios à janela... No entanto, passado algum tempo, e assim que as pontas se começam a unir, tudo começa a fazer sentido.
O realizador Guillermo Arriaga traz mais uma lufada de ar fresco ao cinema, com um filme tão dramático como natural, longe dos templates que, dia após dia, saem das linhas de montagem de Hollywood e que traz de novo à ribalta as belas mamas e o enorme talento de Charlize Theron.
Nota de rodapé para Joaquim de Almeida que, por uma vez, não faz de traficante colombiano...
O melhor: A actriz principal, soberba como sempre.
O pior: A cronologia da narrativa puxa à confusão.
Classificação: 7
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Edgar
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5 de Outubro de 2009
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What Just Happened
Ano: 2008
Realizador: Barry Levinson
Actores: Robert DeNiro, Sean Penn
Sátira sobre os meandros de Hollywood e sobre um agente que tem que jogar com uma vida pessoal atribulada e um conjuntos de actores de agentes temperamentais (incluindo um Bruce Willis que faz uma birra lendária por causa de... uma barba), Robert DeNiro tem ainda que tratar da produção do seu último grande filme, com Sean Penn, que tem que sofrer cortes monumentais para poder figurar na abertura do festival de Cannes, pois o final é demasiado "gore"...
Pelo meio, DeNiro anda de um lado para o outro feito barata tonta, a correr entre mulheres, filhos, agentes e outras párias do ramo, sendo que o objectivo último, para o qual ele vive, é "o" seu filme...
No entanto, quando o mesmo acaba e perante o estúpido e ridículo vazio que nos assalta perante o que acabámos de ver, a única pergunta que se nos ocorre é... What Just Happened??
O melhor: A cena de Bruce Willis.
O pior: O filme é tão vazio e desprovido de sentido que até dói.
Classificação: 4
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He's Just Not That Into You
Ano: 2009
Realizador: Ken Kwapis
Actores: Justin Long, Ben Affleck, Scarlett Johansson
Conjunto de historietas de amor, encontros e desencontros sobre um conjunto de personagens tão desinteressantes como o Zé das Couves ali da quinta ao lado, o elenco é liderado por uma inocente ingénua, mas tão ingénua sobre o amor... que até poderia fazer disto uma comédia, não fosse isto, supostamente, um filme "sério" sobre relações, amores e sentimentos.
Além do mais, tenho uma "rule of thumb"... Quando um poster dum filme apresenta, em mosaico, o seu famoso elenco, como se de uma montra de uma loja de meias se tratasse, 9 em cada 10 vezes é uma merda pegada,
Além de merda, é uma seca descomunal, ideal para pôr o sono em dia e, mesmo antes do final chegar, a única coisa que me ocorre acerca do mesmo é "I'm just not that into this shit"...
O melhor: Algumas cenas dos primeiros 5 minutos.
O pior: Tudo o resto
Classiicação: 3
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Edgar
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Valkyrie
Ano: 2008
Realizador: Bryan Singer
Actores: Tom Cruise, Tom Wilkinson
Adolf Hitler era uma pessoa adorada por todos. Talvez por isso foi alvo de dezenas de tentativas de assassinato, algumas delas perpetradas por altos oficiais do Terceiro Reich.
Este filme conta uma delas, aquela que mais próximo ficou do sucesso, intitulada de "Operação Valquíria", onde um punhado de coroneis e generais renegados desenvolveram um plano para matar Hitler dentro da sua "Toca do Lobo", um bunker isolado no meio de uma floresta, liderados pelo coronel Von Stauffenberg (Tom Cruise, numa boa interpretação, de pala no olho).
Embora Bryan Singer seja um adepto dos bons efeitos especiais (ver a saga X-Men), aqui contém o seu coitus cinefilus para dar primazia à história e ao desenvolvimento dos personagens, o que é realmente o que importa aqui, principalmente quando se está a contar uma história da qual já se sabe o final. Mesmo assim, não se coíbe de gastar uns dólares extra numas sessões de tiros (para explicar a pala no olho do protagonista) mas, em termos gerais, o triunfo do filme é o do realizador, ao mostrar que consegue dirigir um filme sólido, interessante e bem construído que não cede aos histrionismos dos efeitos especiais de outras super-produções.
O melhor: Tom Cruise sem um olho.
O pior: Já se sabe à partida como o filme vai acabar.
Classificação: 7
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Edgar
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Nothing But The Truth
Ano: 2009
Realizador: Rod Lurie
Actores: Kate Beckinsale, Noah Wyle, Vera Farmiga
Drama de intriga política e jornalística, que mete muito tempo de prisão, o filme retrata a história de uma jornalista que descobre uma conspiração envolvendo agentes da CIA.
Como se recusa a revelar as suas fontes, acaba por ir presa e por lá ficar algum tempo (quase todo o filme), enquanto se debate contra os serviços secretos, a sua editora, o sistema legal e tudo o mais que lhe apareça à frente, sempre com muitas lágrimas à mistura.
E este é o principal problema do filme pois, apesar do bom elenco e apesar da protagonista ser uma tesudona de primeira apanha, é muito frágil e verde para filmes desta natureza e, apesar de retratar uma mulher de coragem, parece que passa meio filme no limite da depressão suicida, o que não abona muito a favor de uma certa ideologia de "girl power" que se quer fazer passar.
É pena, porque havia ali sumo para muito mais e todo aquele drama, bem escorridinho, não dava para mais de meia hora. Dá a ideia que o argumento é uma manta de retalho à qual foram sendo acrescentados bocados avulsos para fazer disto uma longa metragem... Mesmo assim, deixa-se ver, embora não seja de esperar muito.
O melhor: A intriga jornalística.
O pior: O enredo pedia outra protagonista com mais pujança.
Classificação: 6
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Edgar
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Palavras-chave: Nothing But The Truth
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Personal Effects
Ano: 2009
Realizador: David Hollander
Actores: Ashton Kutcher, Micheller Pfeiffer, Kathy Bates
Dramalhão de vida sobre a perda trágica de dois entes queridos, fui movido a ver este filme pela perspectiva de ver a Michelle Pfeiffer a levar umas berlaitadas do Ashton Kutcher. Lamentavelmente, tal não acontece, pois apenas lhe pendura a perna no lombo, nada mais, não obstante toda a dedicação que empresta ao papel, neste "regresso" aos filmes.
De resto, como já disse, a perda de um marido e de uma irmã unem os destinos amorosos dos protagonistas (ela organiza casamentos e tem um filho com atraso mental, ele é "wrestler" e publicita um fast-food vestido de galinha, nos tempos livres).
A forma como esta união se processa, nomeadamente através da aproximação de Kutcher ao filho deficiente de Pfeiffer (ensina-lhe luta livre, para se defender do bullying) é muito interessante e salva o filme de ser uma desgraça deprimente absoluta.
No entanto, permanece uma sensação de desconforto, de que algo não está bem e que, se calhar, não iremos ter direito a um final feliz... e na verdade, não temos, o que faz com que o filme não saia dos carris desta tonalidade negra e, quando saímos da sala, ficamos inerentemente felizes com a nossa vida, seja ela qual for.
O melhor: Michelle Pfeiffer, admiravelmente tenrinha para a idade que tem.
O pior: ...Tem que haver sempre um filho deficiente nestes filmes para servir de elo mais fraco.
Classificação: 6.5
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Edgar
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17:15
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Palavras-chave: Personal Effects
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Gran Torino
Ano: 2008
Realizador: Clint Eastwood
Actores: Clint Eastwood
Aquele que poderá ser o último filme de Clint Eastwood enquanto actor é uma absoluta obra prima. É um filmalhaço com todas as letras, que dá absoluta primazia à simplicidade da história e à construção e densidade das personagens diante de qualquer outra coisa. Não há um único efeito especial ou qualquer outra paneleirice destinada a embelezar o filme. É tudo simples, desprovido de artificialismos, essencial, sólido, interessante e bem construído.
O sr. Kowalski é um veterano da guerra do Vietnam que goza a sua reforma num "pacato" bairro, rodeado de pessoas que não tem nenhum interesse em conhecer ou socializar. É um eremita por natureza, um anti-herói antipático que cai logo nas boas graças do espectador. Possui também um carro raro, um Gran Torino de 1972, que estima com dedicação... até ao dia em que um puto, seu vizinho, num ritual de iniciação de um gang, o decide roubar. A partir daí, ele forma uma amizade com o puto (embora inicialmente contrariado), de modo a protegê-lo do "bullying" crescente do seu gang.
Como já disse, este filme é admirável por todos os lados e torna-se fascinante ver Clint Eastwood como actor e, ainda mais, como realizador... Parece que não é capaz de fazer um mau filme e apesar dos seus quase 80 anos, é um homem do car*lho atrás das câmaras, um verdadeiro ícone da realização que não cessa de me surpreender... e eu que não o podia ver à frente enquanto actor de "spaghetti westerns"...
O melhor: A história, os personagens e os diálogos, de uma simplicidade e eficácia atroz.
O pior: Nada.
Classificação: 9
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Edgar
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Palavras-chave: Gran Torino
17 de Setembro de 2009
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Marley and Me
Ano: 2009
Realizador: David Frankel
Actores: Owen Wilson, Jennifer Aniston
Este filme é a adaptação da obra homónima de John Grogan e da sua vida com Marley, um adorável mas diabólico labrador, denominado "o pior cão do mundo".
Antes de mais, desenganem-se se acham que vão ver uma palhaçada ao estilo do Beethoven, por exemplo, ou de outros filmes infanto-juvenis com animais que por aí andam.
Foi para mim uma surpresa constatar que, acima de tudo, o filme é sobre um ciclo de vida e sobre a forma como a mesma se torna demasiado curta para determinados animais e o que é, para um dono, viver mais do que o seu fiel amigo e ter que o enterrar.
Marley não é a estrela do filme. Marley é a cola que une os dois protagonistas (uma Jennifer Aniston num papel muito bom e um Owen Wilson... assim assim) ao longo de vários anos de um casamento que, como qualquer um, está cheio de altos e baixos, retratados com uma naturalidade que não seria de esperar num filme destes.
O mais interessante nesta adaptação é a utilização hiperbólica do descontrolo comportamental de Marley como alicerce da fidelidade "eterna" que o uniu àqueles donos e que está convenientemente elucidada numa das frases finais do filme, que me arrisco a transcrever aqui, à laia de *spoiler*.
"A dog has no use for fancy cars, big homes, or designer clothes. A water log stick will do just fine. A dog doesn't care if your rich or poor, clever or dull, smart or dumb. Give him your heart and he'll give you his. How many people can you say that about? How many people can make you feel rare and pure and special? How many people can make you feel extraordinary? "
Sinceramente, só mostra que temos muito a aprender com eles e quem, por esta altura do filme, não se sentir minimamente tocado, pode ir enfiar um poste da EDP no cu e electrocutar-se, porque não fazem cá falta.
Este é um filme para quem gosta de animais e apenas esses irão tirar todo o prazer do mesmo. Todos os outros, aqueles que se vão enojar com os cócós ou com as lambidelas, fica aqui o meu sincero "Fuck You" que o Alberto João celebrizou...
O melhor: O ciclo da vida...
O pior: A falta de lágrimas de Owen Wilson...
Classificação: 8
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Edgar
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Palavras-chave: Marley and Me
28 de Agosto de 2009
REVIEW
Inglourious Basterds
Ano: 2009
Realizador: Quentin Tarantino
Actores: Brad Pitt, Mélanie Laurent, Christoph Waltz…
“These are the Basterds, ever heard of us?”
Certamente, por esta altura, já muita gente ouviu falar. Depois de Quentin Tarantino ter dado todas as provas possíveis e imagináveis da sua criatividade, chega-nos uma surpresa chamada «Inglourious Basterds». História passada na Segunda Guerra Mundial, mais precisamente na França ocupada pelos nazis, contada em actos.
“Basterds” era a alcunha de um grupo de soldados a actuar por detrás das linhas do inimigo e que ficou conhecido pelas suas investidas violentas e cruéis de retribuição. À sua frente estava o Tenente Aldo Raine, personagem magnificamente interpretada por um Brad Pitt que demonstrou, definitivamente, que é capaz de encarnar na perfeição papéis mais alternativos. Já o tinha feito em «Burn After Reading», é certo. No entanto, aqui - embora menos espalhafatosa - a sua performance é mais rebuscada.
A par da história que dá nome ao filme, encontra-se a de Shosanna Dreyfus, uma judia que viu a sua família ser exterminada pelos nazis e a de Bridget von Hammersmark, uma actriz e agente infiltrada alemã que actua a favor dos Aliados. O que os une? O desejo de matar os líderes do Terceiro Reich e a sede de vingança. Sim, «Inglourious Basterds» é todo ele um filme sobre vingança – aliás, um tema comum, retratado com maior ou menor intensidade, em todas as obras de Tarantino. Além desta vontade, o destino deles converge na última sequência do filme – um final delirante, violento e intenso.
Chega agora o momento de falar sobre os maus da fita. Destaque para o Coronel Hans Landa, o nazi mais perverso, sádico, sem escrúpulos e… charmoso da Sétima Arte. Um papel irrepreensivelmente interpretado por Christoph Waltz. Pelo meio, pode ainda assistir-se ao retrato de um Hitler stressado e um Goebbels maquiavélico e… cinéfilo.
Mas há mais. O argumento está repleto de personagens secundárias que têm uma palavra a dizer. Aliás, elas estão presentes na maior parte das cenas, dão o ritmo certo, aprofundam a história e chegam a ter importância similar à das personagens principais (como é o caso do Soldado Fredrick Zoller e do Sargento Hugo Stiglitz).
Talvez não seja o filme mais sangrento do realizador («Reservoir Dogs» continua a merecer esta distinção), mas é, com certeza, o mais violento. Caros leitores, preparem-se para umas cenas hardcore. Fica o aviso...
Os famosos diálogos “tarantinescos” atingiram um novo pico, qual novo recorde estipulado pelo mestre dos diálogos hipnotizantes e altamente elaborados.
Ainda há espaço para escrever acerca do lado cinéfilo geek do realizador de «Pulp Fiction», visível nas alusões a «Kill Bill», não só através da personagem de Shosanna, como na música utilizada – há uma faixa que os fãs vão reconhecer imediatamente. E por falar em música, este é, curiosamente, o filme em que a melomania de Tarantino é menos audível.
Termino com um facto curioso que, provavelmente, não vai agradar a muita boa gente. O filme é falado em três línguas, a saber: inglês, alemão e francês. Há também uma pequena parte em italiano.
E pronto, agora peguem nas vossas pernas e dirijam-se ao cinema mais próximo.
O melhor: Os diálogos, o delírio narrativo (depois de verem o filme vão perceber), Brad Pitt, Christoph Waltz e, claro, o carisma dos “Basterds”.
O pior: Muito pouco ou quase nada.
Classificação: 9.5
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Luis Monteiro
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Palavras-chave: Inglourious Basterds
NEWS
Megan Fox disse que gostava de levar umas palmadas no traseiro e nós vimos isso como um pedido
Megan Fox é a estrela da edição de aniversário da «Wonderland». A revista, que assinala o 4º aniversário em Setembro, apresenta um ensaio fotográfico com a actriz.
Mariano Vivanco assina a produção fotográfica com a protagonista de «Transformers». Megan Fox já é conhecida pelos comentários no mínimo estranhos.
Desta vez e, segundo o jornal «The Sun», a actriz afirmou que adora protagonizar cenas de violência em que bate ou leva ... no traseiro:
«Sempre que me é possível fazer uma cena mais física adoro. Adorava poder espancar alguém ou então ter alguém para me dar palmadas no traseiro. É tão sexy», disse.
in IOL Diário
Nota: Sei, de fonte segura (seguríssima!), que o editor-chefe deste estaminé já está no primeiro lugar da fila para o esbofeteanço, com as mãos quentinhas e prontas para lhe dar o tau-tau da vida dela.
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Luis Monteiro
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26 de Agosto de 2009
MOVIE QUOTES
The Hangover (2009)
Alan Garner (Zach Galifianakis): Tigers love pepper... they hate cinnamon.
Bitaite de
Luis Monteiro
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25 de Agosto de 2009
NEWS
Trailer Post
O tempo só dá para isto, portanto cá vai este par de trailers bem mimosos (mesmo que o filme saia uma merda - estou a pensar em ti, 2012).
Roland Emmerich parte tudo (literalmente tudo) no seu próximo filme. Ao pé disto, o Michael Bay é um menino de coro.
O aguardadíssimo filme de James Cameron. Francamente, não achei o trailer nada de extraordinário.
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Edgar
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18 de Agosto de 2009
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Public Enemies
Ano: 2009
Realizador: Michael Mann
Actores: Johnny Depp, Christian Bale
Nos tempos de depressão, faz sempre falta um John Dillinger para tirar dos ricos. E quem melhor para encarnar esse personagem rebelde do que Johnny Depp, o mais exótico e deslocado actor da actualidade?
E Depp rejuvenesce aqui, sempre impecavelmente vestido, enquanto subtrai alguns maços de notas aos aflitos bancos da altura, época da Grande Depressão.
O que é certo é que os filmes de gangsters sempre me fizeram comichão no saco escrotal pois nunca percebi qual era a piada em ver um filme onde metade dos actores são, invariavelmente, mortos por rajadas de Tommy Guns à queima-roupa.
O que faltava nesses filmes de gangsters é o que temos a mais aqui: carisma.
Johnny Depp e Christian Bale (num papel estranhamente secundário) destilam carisma e fazem com que o espectador se importe com o que lhes acontece, coisa que não acontecia com Colin Farrell no Miami Vice.
Ou seja, o realizador Michael Mann desta vez acertou no casting e foi esta decisão que tornou o filme num exercício de época interessante e que não aborrece, mas que ainda está longe de chegar aos patamares do Heat (embora Mann o tente emular nas cenas dos assaltos aos bancos).
O melhor: Ser um filme sério e competente...
O pior: ...mas que continua a não encher tanto o bucho como o Heat.
Classificação: 7
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Edgar
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Palavras-chave: Public Enemies
REVIEW
Doomsday
Ano: 2008
Realizador: Neil Marshall
Actores: Rhona Mitra, Malcom McDowell
No futuro, um vírus mortal corrói a população da Escócia (não, não é a gripe A), obrigando um governo britânico com ares de totalitário a construir uma mega-muralha e a encerrar toda a gente lá dentro, doentes e sãos. Uma decisão deveras humanitária, convenhamos.
Obviamente, os primeiros minutos de filme (e, quiçá, os melhores) mostram o que um vírus pode fazer para destruir o tecido social em pouco tempo e transformar-nos a todos em bárbaros (ou quase) na busca pela sobrevivência.
O resto... é um argumento manhoso que se centra na busca de uma cura entre os sobreviventes do vírus, dentro da Escócia encerrada, onde basicamente o grande atractivo centra-se em ver a protagonista, uma Major do exército tesudona (Rhona Mitra), a arrastar aquele imponente e bem torneado cu pelo écran num fato bem justinho, enquanto despacha uns caramelos a velocidade de cruzeiro, misturando-se umas pitadas de Mad Max (onde uns carros velhos conseguem ser mais rápidos que um flamante Bentley Continental GT....) com uma gotas - irreais - de Braveheart.
O resultado final é desigual, não obstante as quantidades garrafais de sangue, mas serve para um bocado bem passado e para nos babarmos com o.... ehem... carisma da protagonista.
O melhor: Rhona Mitra, brutal.
O pior: A perseguição no final, absurda.
Classificação: 6
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Edgar
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Palavras-chave: Doomsday
29 de Julho de 2009
NEWS
Expendables
Enquanto não arranjo tempo para publicar algo de mais substancial, deixo-vos com este miminho para todos vós, homens de barba rija e tomates grandes.
O poster de Expendables, que todos vós já deviam saber do que se trata... Se não sabem, ide encher o intestino de supositórios como penitência! Shame on you!
Clicai, clicai...
Bitaite de
Edgar
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20 de Julho de 2009
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West Bank Story
Ano: 2005
Realizador: Ari Sandel
Actores: Ben Newmark, Noureen DeWulf
Imaginem a história de Romeu e Julieta misturada com West Side Story, passada na Faixa de Gaza, onde as "famílias" gerem dois restaurantes de fast-food, um "Kosher King" e um "Hummus Hut". Pelo meio, há um soldado israelita que se apaixona por uma palestiniana.
A coreografia é excelente, as músicas hilariantes e as letras ainda mais... e apanhei isto a dar na RTP2 há umas noites atrás e fiquei agarradinho até ao fim, com aquele ar espantado do tipo "Mas que merda é esta...?", enquanto esboçava um sorriso perante o exotismo e originalidade da coisa.
Ainda mais, se vos disser que só tem 20 minutos de duração e que ganhou o Óscar para melhor curta metragem... o que esperam para agarrarem esta pérola, digníssima representante do espírito deste estaminé, com os vossos dedos gordurosos??
O melhor: A música, a coreografia, as letras, a sátira e o nonsense.
O pior: É um bocado parvo, mas pronto...
Classificação: 8.5
Bitaite de
Edgar
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01:39
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Palavras-chave: West Bank Story
