21 de junho de 2005

REVIEW
Braindead

Ano: 1990
Realizador: Peter Jackson
Actores: Interessa?

Antes de nos deliciar a todos com a inolvidável trilogia do Senhor dos Anéis, os primeiros passos de Peter Jackson na sétima arte passaram por filmes gore de série B. Depois do clássico experimental que foi Bad Taste e do esquecido Meet the Feebles, Jackson deu-nos esta verdadeira pérola, esta obra de culto obscena, porca, sádica, irreal, demente e sanguinária.

A história conta-se em poucas palavras. Até porque é o que menos interessa, e quando passa uma hora de filme, os espectadores estão-se a cagar para o enredo e assistem, deliciados (ou talvez não...) à orgia de sangue e tripas que salpica o écran.
De qualquer forma, uma expedição a uma ilha remota traz para um Jardim Zoológico um animal estranhíssimo, um "rato de sumatra"(ou qualquer bicheza estranha do género. Who cares?) cuja mordidela torna a vítima num zombie. Pelo meio, brota uma história de amor entre dois jovens, ensombrada pela mãe do indivíduo, uma verdadeira cabra, que insiste em infernizar a vida a ambos. Como é lógico, será a mãe a vítima do referido rato criando, no processo, todo um exército de zombies, dos quais o próprio filho terá de se livrar, com a ajuda da namorada.

Pelo meio, cabeças cortadas a meio que servem de bolas de futebol, bebés satânicos, cães engolidos inteiros e, de seguida, regurgitados, pedaços de carne podre comidos com leite creme, cabeças que servem de lâmpadas, espinhas dorsais arrancadas a frio, corpos esfolados vivos e uma memorável cena de "abate a granel de zombies a golpes de corta-relva" absolutamente não recomendável a estômagos sensíveis, pela quantidade industrial de sangue e membros que saltitam descarada e propositadamente pelo écran.

O melhor disto tudo é que Braindead não é um filme de terror. Longe disso. É uma peça eminentemente gore, que transpira nonsense pelos quatro costados e cujos efeitos especiais são muito bons, até para os dias de hoje (não esquecer que o filme já tem uns 15 anos...). Peter Jackson preparou aqui um compêndio de badalhoquice sanguinária e serviu-o com acepipes de luxo. A não perder, sob nenhum pretexto, mas só para estômagos de vaca.

O melhor: A cena do corta-relva.

O pior: Demora um bocadito a chegar à matança indiscriminada.

Classificação: 9/10

1 comentário:

Luis Monteiro disse...

Esquece a inolvidável trilogia do Senhor dos Anéis.
Concentra-te na sextologia da Guerra das Estrelas...
Que a Força esteja contigo!