17 de junho de 2005

REVIEW
Impostor

Este espaço irá trazer para a luz alguns dos bons filmes que por aí andam e que passaram despercebidos, de uma maneira ou de outra.

"Impostor" é um filme de 2002, realizado por Gary Fleder, e que adapta uma "short-story" de Philip K. Dick. Na dita, os humanos estão em guerra com uma raça extraterrestre e vivem sob cúpulas protectoras que, volta e meia, são quebradas por espiões da dita raça, encarregados de missões de assassinato e sabotagem, cujo modus operandi é muito sui generis.
Gary Sinise é Spencer Olham, um cientista que constrói armas de destruição maciça anti-alien. Um dia, é preso e acusado de ser um dos ditos espiões, com uma bomba de urânio no seu interior pronta a explodir à passagem de um embaixador. Crendo na sua inocência e na sua natureza humana, consegue fugir e irá passar o resto do filme disposto a provar os predicados acima referidos.

Madeleine Stowe é Maya Olham, a sua sofrida mulher, que passa mais tempo a ver passar a banda do que a tentar ajudar o marido na sua demanda por justiça. O resto dá-nos um filme relativa e aparentemente vulgar, com um forte travo ressabiado a dejá-vu mas, não obstante, bem filmado e com bom ritmo. O cenário futurista é suficientemente credível e o casting não destoa. Gary Sinise, em especial, consegue manter aquele ar grave que o caracteriza ao longo do filme e dá umas pitadas extra de credibilidade ao enredo.

Mas o melhor fica guardado para o fim. E é mesmo o final que conta aqui. E que final! Os últimos 10 minutos são realmente muito bons. O incauto espectador assiste ao aproximar do clímax do filme, pensa que já descortinou tudo e depois recebe um verdadeiro murro no estômago. É um final de estalo. Daqueles finais em que o realizador/argumentista manda o espectador à merda e lhe diz: "Julgavas que já tinhas descoberto? Então embrulha!".

Mai'nada!

O melhor: Gary Sinise, que carrega literalmente o filme.

O pior: Madeleine Stowe e algumas partes mortas / inconsequentes.

Classificação: 6/10

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