25 de junho de 2005

REVIEW
The Last Boy Scout

Ano: 1990
Realizador: Tony Scott
Actores: Bruce Willis, Damon Wayans

Tony Scott tem um currículo bastante bom. Entre o "clássico" Top Gun, o radical True Romance ou o violento Man on Fire, Scott realizou este meu pequeno favorito, com a ajuda do excelente argumento de Shane Black que prima, não pela história, mas pela qualidade, rudeza, cinismo e sarcasmo dos diálogo.

Em poucas palavras, Bruce Willis é Joe Hallenbeck, um detective privado cujo cheiro pútrido quase se faz sentir do lado de cá do écran, cujo hálito poderia matar um elefante e que, em muitos aspectos, faz lembrar John McClane, mas pior. O aspecto é merdoso até mais não, o amigo anda a papar-lhe a mulher e o dinheiro na carteira não abunda. Ainda assim, manda a mulher à merda, agride o amigo e aceita o trabalho que este lhe propõe (sim, assim por esta ordem, o que mostra o carácter indiferente, mas obstinado do personagem).

O dito consiste em proteger uma prostituta, Cory, (uma Halle Berry a mostrar alguma carne, em início de carreira) do assédio de determinados mafiosos, não obstante a oposição do namorado desta, Jimmy Dix, um futebolista com a carreira destruída pelas drogas. Quando Cory é assassinada, Jimmy e Joe formam uma contrariada dupla disposta a desvendar o motivo do crime e dão de caras com uma burla de apostas ilegais no futebol, que envolve senadores e outra escumalha do género.

Enfim, a mesma história de merda, já contada vezes sem conta. A diferença aqui está na absoluta e completa falta de moralidade dos diálogos e das personagens, e consequente excesso de cinismo, sarcasmo e outros valores negativos, como por exemplo, a relação entre Joe e a filha, pautada pela total falta de respeito mútuo.

Em resumo, Jimmy Dix é um triste sem espinha, um pau mandado que tenta fazer algo de jeito da vida. Joe é um desgraçado hipócrita, imoral, duro até mais não, machista, etc. etc. Temos os vilões maus como a merda e, embora a história não valha um pum, a qualidade superior das personagens e dos diálogos faz deste filme um pequeno "must".

O melhor: O sarcasmo entre Bruce Willis (Joe) e Damon Wayans (Jimmy Dix).

O pior: A história, gasta como uma prostituta velha.

Classificação: 7.5/10

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