22 de junho de 2005

REVIEW
Alone in the Dark

Ano: 2002
Realizador: Uwe Boll
Actores: Christian Bale, Tara Reid

Quando, há um tempo atrás, surgiu a ideia de fazer do excelente jogo de computador Alone in the Dark, eu pensei que isto, nas mãos certas, poderia dar um belo resultado.

Não poderia estar mais longe da verdade.

Este filme é, de longe, o monte de caca de rato de esgoto mais execrável e insuportável que já pude assistir desde há muito tempo. Uwe Boll, o desgraçado realizador deste balde de bosta, já teve o seu esfíncter mental impiedosamente escavacado, ao que parece, pelo nojento trabalho com House of the Dead. Mas aqui superou-se. Um realizador destes tem que ser burro como um tamanco para não aprender com os erros e servir isto. E continua a receber financiamento para futuros filmes! Impressionante... Deve saber lamber cuzes tão bem como estraga filmes. Se isto fosse comida, era um arroz de carne putrefacta, comida pelas larvas, com esterco ressequido de boi a acompanhar. Se fosse bebida, era um cocktail de mijo de burro com água de ETAR. É assim tão mau.

Para começar, a decepção. Fora o nome do filme e dos personagens, o dito nada tem a ver com o jogo. A introdução em voz off dura uns bons 5 minutos. Os créditos, uns 10. Isto justifica a hora e meia de filme que, já assim, é merdosamente esticada ao máximo, com cenas arrastadas que nem lesmas, para que o espectador sádico (como eu... mas ao menos já sabia ao que ia) possa ter momentos de êxtase com o horrendo espectáculo que tem á sua frente! Os efeitos especiais estão ultrapassados em 7 ou 8 anos ("bullet-time" ou "slow-motion" à lá John Woo... mas muuuuito pior!). Nas cenas mais complexas (com os monstros), põe-se tudo às escuras para disfarçar a pobreza dos cenários, dos monstros CGI, dos tiros, das armas, dos personagens e da diarreia criativa de Uwe Boll. O casting é de fugir. Christian Slater está oco como a cabeça de Uwe Boll. Stephen Dorff idem aspas. E Tara Reid como conservadora de um museu?? Hilariante. Nem sequer mostra carne de jeito, porque é demasiado púdica para tal.

Por último, o argumento é de fugir a sete pés (como o casting... enfim, tudo é "de fugir", aqui). Parece uma manta de retalhos, com cenas vindas sabe-se lá de onde e muitas questões que ficam por esclarecer que, claro, são sempre filmadas com mão de merda pelo Uwe Boll, enquanto fazia um esforço para conter a areia que lhe preenchia os lugares mais recônditos do cérebro. Só a dita explica que ele nem consiga cumprir decentemente os pressupostos que fazem um bom filme de série B, feito facilmente alcançável por qualquer realizador de pacotilha. Aqui não. Não há chama, não há talento, não há criatividade nem há emoção. Há apenas muita megalomania de um germânico, convencido que estava a fazer uma obra prima quando afinal produzia uma das maiores aberrações do cinema moderno.

Quando penso que este senhor conseguiu a adaptação de um, igualmente bem sucedido, jogo de PC chamado Far Cry, já sei que será, concerteza, um filme a evitar... Apenas de referir que, após isto, ainda pude apanhar algo do Rambo III que passava na TVI. Nunca Stallone representou tão bem e nunca John Rambo mereceu tanto um Óscar...

O melhor: Nada. Nem a palavra FIM sabe bem.

O pior: Também o final, que pressagia uma sequela, imagine-se! Uwe Boll ir fazer mais filmes. Não lhe poder enfiar um taco no cu. Tara Reid, pavorosa! O argumento. Os efeitos especiais. A música. O casting. A fotografia. Uwe Boll. A "adaptação". E tudo o resto...

Classificação: 1/10

2 comentários:

Luis Monteiro disse...

Uwe Boll! Nunca tinha ouvido tal nome. Mas pelos vistos não vou mesmo querer... lol

Luis Monteiro disse...

Também tive o previlégio de poder deliciar-me com o Rambo III, na gloriosa TVI.
Tic Tac, para o último tomo da saga...