9 de julho de 2005

REVIEW
Final Destination 2

Depois do desvario lírico-romântico do post anterior, voltei a aventurar-me nos domínios do cinema sado-maso, interpretado aqui por este pináculo do género.

Para que o perdido leitor se situe melhor na acção desta sequela, interessa ver o primeiro filme, ou então não, visto que o enredo é exactamente o mesmo.
Em ambos, uma pessoa tem uma premonição de um desastre iminente em que irá estar envolvido e evita-o, "arrastando" com ele algumas pessoas. No entanto, a Morte não deixa pontas soltas por atar e voltará para terminar o serviço.
O primeiro filme era tão mediano que até metia impressão. Tanta, que passei a sessão a coçar-me. Valia pela premissa e pouco mais. Argumento e casting não rendiam um pum furado.

O segundo caminha pelos mesmos trilhos do primeiro. Ponto final. A diferença, aqui, que torna este num filme "from the pit", reside no extremo sadismo da Morte e na forma mórbida que engendra para levar para o purgatório as almas sobreviventes. Isto porque vemos a progressiva paranóia dos mesmos em tentarem escapar a um destino que parece certo para depois perecerem das formas mais macabras e estúpidas. Sim, porque ao contrário dos outros filmes, em que o argumento interessa, aqui é apenas um mero adereço, um veículo que nos transporta ao longo do filme como suporte do elaborado exibicionismo e simplicidade de processos da Morte.
Evidentemente, em termos de efeitos visuais e sonoros, o filme está muito bem conseguido. De resto, o casting é medonho. Qualquer panasca consegue berrar como eles, as personagens têm a densidade de um arroto após uma copiosa refeição, mas desta exibição da Morte, vocês não se vão esquecer tão cedo. E aquele acidente, ao início do filme, deveria ser passado em todas as escolas de condução, como terapia de choque para futuros condutores...

O melhor: O sadismo desconcertante da Morte.

O pior: A espera pela trinchadela seguinte. Só aí o filme avança...

1 comentário:

Sandra disse...

pois é...por acaso já oc dois filmes e realmente n é nd de especial, a n ser a "perseguição" da Morte, como disses-te.

O segundo para mim esteve mt bem especialmente a tal cena do acidente....mt bem feita

Jokas