12 de julho de 2005

REVIEW
The Last Samurai

Estava eu muito entretido no WC a mandar uns faxes para meio mundo e ainda a meditar sobre o War of the Worlds e sobre a prestação fugidia do Tom Cruise quando pensei, de mim para mim: "Então, oh magano! Pensas nesse mariconço, tens um blog de cinema, que fala de poços e o catano, e não metes lá esta merda, que é o melhor filme dele?"

Após puxar o autoclismo (em triplicado), predispus-me, com a leveza que se reconhece a alguém em semelhantes circustâncias, a ligar esta vitrine de chorrilhos para lá acrescentar mais dois ou três bitaites sobre esta obra notável.

Nathan Algren (Tom Cruise) é um veterano da Guerra Civil Americana, entretanto caído em desgraça e perdido por entre garrafas de whisky. No entanto, o seu reconhecido mérito e capacidade de liderança ainda chegam além fronteiras e o governo japonês contrata-o para treinar e liderar um conjunto de soldados rumo à aniquilação definitiva dos samurais remanescentes. No entanto, o treino é apressado, a batalha corre mal e Algren é capturado e levado para a aldeia samurai, onde irá aprender mais sobre esta lendária cultura e sobre o seu modo de vida. O chefe samurai, outrora inimigo, guiará Nathan nesta sua redescoberta do ser e da honra, forjando um amigo, um aliado e um guerreiro contra as tropas japonesas, que anteriormente Algren comandara.

Sabia que Tom Cruise tinha treinado 2 anos para este filme. Sabia que tinha aprendido a falar japonês. Mesmo assim, e conhecendo aquele jeito assumida e apanascadamente playboy do dito (eu sei que é um contra-senso, mas é a melhor descrição que arranjo), vi este filme de pé atrás, com receio de ser apenas mais um veículo para o inacabavelmente estúpido sorriso de Cruise.

Quão enganado estava eu. O filme terminou e permaneci boquiaberto durante algumas horas. A história é magistral, a narrativa flui com paixão e o filme destila os princípios da cultura samurai de princípio a fim. Borrifei-me se os mesmos estão fielmente reproduzidos ou não. Mas, se não estão, aparentam. A conduta samurai é primada pela honra e o respeito extremo pelo próximo, seja ele amigo ou inimigo, e a transposição dessa cultura para o écran é feita de forma sublime, através da reaprendizagem e redescoberta do ser e ego do personagem de Tom Cruise e da pujante e esmagadora prestação de Ken Watanabe, como o honrado e justo chefe samurai.
Pelo meio assistimos a diversas guerras de poder e actos de pouca clareza pelo império japonês, encarados sempre sob o mesmo código de justiça pelo chefe samurai, ou a diversas "tricas" entre membros de ambas as facções.

Em resumo, é um filme de guerra. Indubitavelmente. Mas a sensação de paz e tranquilidade que flui ao longo das 2.30h de filme é absolutamente magnífica, para a qual contribui a - extraordinária - banda sonora, composta por um Hans Zimmer em pleno de forma.

A ver, absolutamente!

O melhor: A cultura samurai, Ken Watanabe, a redescoberta do ser de Tom Cruise, no seu melhor papel até hoje e a magistral/soberba banda sonora!

O pior: Realmente, não sei. Mesmo quem não é adepto das culturas orientais ficará, concerteza, fascinado.

2 comentários:

CHV disse...

Tenho de ver este filme... Essa descrição deixou-me com água na boca...

Sandra disse...

Edgar meu querido, teho estado a transmitir este blog ao meu kerido Marroquino, k tu bem sabes kem é...e ele pergunta-me constantemente "Mas esse gajo gosta de algum filme?"....é claro k já deste provas k no teu blog n dizes só merdas mas alguma mariquices tb para elogiar os filmes k gostas...

Hugo vê o filme n te vais arrepender...

Eu Achei o filme FENOMENAL. ESPETACULAR, LINDO, MARAVILHOSO...e sem olhar para o Tom sendo o jeitoso mariconço k é mas no papel k ele desenpenhou muitissimo bem...


Jokas a todos