7 de julho de 2005

REVIEW
War of the Worlds


Por estar a viver em Inglaterra, tive o privilégio de ir ver este filme antes de ele estrear em Portugal. Quem o for ver sem saber que se trata de uma adaptação do livro (com o mesmo título) de H G Wells, escrito no final do século XIX, arrisca-se a ver mais uma americanice, ao estilo do Independence Day, em que uma catástrofe inevitável e devastadora, acaba por ser controlada quase milagrosamente por um herói improvável.

É realmente admirável a imaginação que o autor, então professor universitário, teve para antecipar muitas coisas que ainda hoje parecem bastante distantes e futuristas. Obviamente, muitos pormenores do filme não figuraram no livro. Seria pedir um pouco demais se, numa altura em que ainda não havia sequer televisão, se esperasse que o livro incluísse alguns detalhes deste filme do início do século XXI.

Para quem tem intenções de ir ver o filme, chamo a vossa atenção para uma cena particularmente "poética", que dura aproximadamente 3 segundos... As roupas a cair! Simplesmente genial! Não me perguntem porquê.

O melhor: O início do filme, especialmente a primeira trovoada, impediu-me de pestanejar uma vez que fosse, durante vários minutos...

O pior: Uma grande parte da história... não tem história... não desenvolve.

Veredicto: Usar e deitar fora.

6 comentários:

Maria João Diogo disse...

Também achei a cena em que as roupas caem, lenta e flutuantemente, perante os olhos aterrorizados de mulheres, homens e crianças em fuga, lindíssima, criando um bom efeito psicológico no público que, de resto, não é particularmente estimulado pelo "Guerra dos Mundos"...

Mas não deixo de me lembrar que nada de parecido volta a acontecer quando os gigantescos 'tripods' sugam os incautos humanos... A única coisa que passam o resto do filme a cuspir é matéria sanguínea... Hm...

Sinceramente, Wells merecia (muito) melhor. Sugiro o Peter Jackson para um filme do ano como deve ser.

Edgar disse...

Cara Maria João, enquanto anfitrião deste prostíbulo cinéfilo, deixe-me desejar-lhe as boas vindas e a minha esperança de que as suas visitas sejam uma constante.

Cumprimentos da administração :)

Maria João Diogo disse...

Se este é um prostíbulo, isso faz de nós... hmmmmmmmm.... ?? :-D

Obrigada, continuação de bom trabalho e até breve!

Luis Monteiro disse...

Quando são mulheres até há direito a comissão de boas vindas...
Seus ressabiados!!!

Edgar disse...

Fui agora ver o dito cujo. Um excelente filme pipoqueiro e não tão vazio como se diz... A mensagem é quase subliminar, mas está lá e é importante reter. Espero que alguém a tenha detectado...

Quanto ao resto, a mão de Spielberg a realizar transpira ao longo do filme, com efeitos especiais assombrosos. Assombrosos! Tom Cruise é que não dá para o papel de pai... :)

Sandra disse...

epá eu n posso ler este comments ainda n vi o filme...
mas prometo k assim k tiver oportunidade eu estarei atenta á cena da roupa....


Jokas..