27 de agosto de 2005

REVIEW
Dawn of the Dead

Aahhhh... Eis-me de volta aos sórdidos recantos do cinema "gore" (a.k.a., sangrento até mais não, para quem passa mais tempo a exfoliar-se do que a ver filmes), agora que já se vislumbra no horizonte a nova obra do "mestre" George Romero, Land of the Dead, pela qual salivo avidamente, como o cão raivoso e baboso que sou.

A obra que aqui se nos apresenta é, precisamente, um remake do filme que celebrizou o referido realizador, atirando-o para o Olimpo dos filmes do género, graças ao seu jeito exageradamente explícito de retratar hordas de zombies a trucidar os inocentes protagonistas.

Admito, ainda não tive hipótese de visionar a obra original, apenas a vi de relance, pelo canto do olho, em trailers esporádicos espalhados pela minha mocidade, mas a verdade é que este remake é deveras bom, independentemente de ser, ou não, fiel à obra original.

Resumidamente, podemos dizer que os zombies invadiram a terra. Não se sabe muito bem como, nem de onde aparecem os protagonistas, mas também não interessa. E aqui, o argumento passa mesmo para segundo plano! Interessa mesmo é a qualidade da acção (que é desigual - brutal em alguns momentos, banal noutros tantos) e o ritmo do filme (um pouco mais firme).

Os referidos fazem o papel deles. Ou seja, são ignorantes até à medula e movidos apenas pelo instinto básico de sobrevivência. Os zombies estão excelentes, pois estão convenientemente lentos e lânguidos, o que, tendo em conta que são mais que as mães, pode ser bastante chato para os actores, pois mantêm aquela tendência histórica em aparecer nos sítios onde menos esperam.

Ou seja, trata-se de uma carnificina bem feita, que altera momentos de algum aborrecimento com outros de absoluto espanto e que não se poupa a esforços para, nestes momentos, chocar com pedaços de gore explícito.

O melhor: A explosão da bilha de gás, no final, e a cena de "zombie-sniping" no tecto do prédio.

O pior: No meio, o filme lembra-se de dar densidade psicológica às personagens. Espalha-se ao comprido.

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