14 de agosto de 2005

REVIEW
House of the Dead

Ano: 2002
Realizador: Uwe Boll
Actores: Alguns estudantes burros como portas e entesoados como cães com o cio....

Explorando até ao âmago toda a vertente sado-maso da minha costela cinéfila, e após me ter horrorizado com a experiência traumatizante que foi Alone in the Dark, dediquei-me a ver a obra prévia do desgraçado realizador Uwe Boll, este House of the Dead, que constitui a adaptação de um "famoso" videojogo, e cujo filme não tem palavras que o descrevam.

Tentativa de encontrar palavras. Atenção, só as mais rudes foram achadas.

Um grupo de jovens dirige-se a uma ilha para uma mega-rave. Chegados lá, está tudo morto e deparam-se com uma ilha infestada de zombies, cuja elasticidade e velocidade fariam Carl Lewis corar de vergonha. Vai daí, toca a escapar.

Quanto a esta merda a que se convencionou chamar filme... bem... é demasiado mau para ser verdade. Nem os filmes de série B dos anos 80 eram tão mal feitos! Os actores são de vomitar, parece que estão a ler as deixas do teleponto, o sangue é descaradamente falso, de um "vermelho-tinta-Dyrup" de pintar os estuques de uma casa parola, a acção é insípida, os efeitos especiais são gratuitos e ocos, polvilhados com uma estúpida música metaleira e com, pasmem-se, cenas do videojogo em questão! Sim, cenas do próprio jogo, no meio do filme.
É desnecessário dizer o quão aberrante aquilo fica. Uwe Boll devia, concerteza, estar a ser enrabado pela equipa de basquetebol de Angola quando esta luzinha acendeu na merdosa cabeça dele. Isto para não falar do facto de os protagonistas serem estudantes, ao que parece, mas têm 200 contos para alugar um barco ou precisam apenas de alguns minutos para dominar armas e artes marciais. São todos umas aventesmas e, enquanto eles passam a primeira metade de pila em riste, elas são umas putas que abrem as pernas de bom grado e à primeira oportunidade. E, como em todos os filmes do género, há sempre o marrão, a loira, a caixa de óculos, o desportista, etc... Ou seja, estereótipos até mais não. Depois, toca a... morrer e a ir por A, quando se devia ir por B. Mas tudo de uma forma muito mal feita, digna do peido de realizador que está por detrás da câmara.

Existem realizadores maus. E depois existe Uwe Boll, capaz destas consecutivas diarreias líquidas com o dom de intoxicar até o mais resistente dos cinéfilos. No outro dia assisti a uma reportagem onde ele dava a cara, coitado, para falar de Alone in the Dark. Pude confirmar, in situ, o seu grau de alucinação e de alienação, comprovado pela forma entusiasta e maravilhada com que descrevia o referido filme.

Em resumo, ver isto é como se nos obrigassem a tomar óleo de rícino durante uma semana para, consequentemente, vomitarmos o estômago, o fígado, a bílis e tudo o resto que fosse vomitável...

O melhor: Ter esperança em que Uwe Boll não faça mais filmes, apanhe uma intoxicação quase mortal com salmonelas de ovos, leve com um poste da EDP pelo cu acima ou tenha um novo encontro, ainda mais memorável, com a referida equipa de basquetebol (que será toda paneleira, como é lógico).

O pior: Embora este arroto de filme cheire pior que uns pés por lavar durante 2 semanas no Verão e saiba pior do que um cinzeiro pejado de beatas, destaco, sem dúvida alguma, as cenas do videojogo marteladas ao longo do filme. O pior e mais brutal balde de bosta cinéfila que alguma vez poderão apanhar. Não se pode descer mais baixo do que isto...

Classificação: 1/10
Veredicto:

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