21 de outubro de 2005

REVIEW
From Dusk Till Dawn

Image hosted by Photobucket.comAno: 1996
Realizador: Robert Rodriguez
Actores: George Clooney, Quentin Tarantino, Harvey Keitel, Salma Hayek, Juliette Lewis

Este é um filme que guardo muito próximo deste coração empedernido, principalmente devido ao facto de o ter visto, acidentalmente, numa sessão pós-2-da-manhã da RTP, quando já estava farto de não fazer nenhum, a noite ia alta e os grilos lá fora lixavam-me a cabeça com os seus desgraçados sonetos em 20 actos, que não me deixavam dormir no sofá.

Mas isto não interessa a ninguém. O que interessa mesmo é dizer aqui o quanto este filme me surpreendeu na altura. Por agora, já muita gente o deve conhecer.
Seth (George Clooney) e Richard (Tarantino) são dois ladrões de má-rés. Seth tem aquele "cool killer instinct" que todos nós amamos odiar. Richard tem uma panca qualquer, provavelmente esquizofrenia e uma taradice sem limites, que lhe dá uma vontade irreprimível de pinar toda e qualquer refém que eles façam, seja uma adolescente ou uma dona-de-casa entradota. No meio de um assalto, ambos capturam um padre com uma crise de fé e os seus dois filhos, uma Juliette Lewis tão inocente como sedutora e um chinoca, cuja fronha faz-nos desejar ardentemente que algo de muito mau lhe aconteça. O objectivo é um bar na fronteira com o México, onde uma negociata os conduzirá à liberdade. O bar chama-se "Titty Twister" (Tornado de Tetas). Eles entram no bar, pejado de camionistas e motards. O bar é, afinal, refúgio de vampiros, que se alimentam dos atrás referidos. Toca a matar tudo e tentar fugir do bar com vida.

Robert Rodriguez assina aqui duas partes distintas, sendo que a primeira é um filme de "light-suspense", quase com laivos de thriller, bons diálogos, excelentes "punchlines", alguma sensualidade e os dedos lambuzados de Tarantino a fazerem-se notar no guião. Depois, chegados ao bar, transforma-se num espectáculo "horror-gore-cómico", quase ao bom estilo do mítico Evil Dead, claustrofóbico, sujo e sarcástico.
É caso para dizer que Rodriguez manda à merda os cânones habituais do género e parte tudo na segunda metade, com a ajuda do excelente elenco que reuniu. Clooney muito bom, Tarantino genial e psicótico e Keitel sóbrio e amargurado. De referir a aparição de Tom Savini, como "Sex-Machine", ele que ganhou o epíteto de "avô do gore", ao trabalhar com George A. Romero nos seus vários filmes de zombies, onde aglutinou funções de maquilhador, responsável pelos efeitos visuais, especiais e duplos, tornando num dos primeiros criados de efeitos especiais realmente nojentos (ver o original Dawn of the Dead).

O melhor: O elenco, os diálogos, a mudança brusca de ritmo, a acção.

O pior: Um bocado enrugado pelo tempo.

Classificação: 7/10

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