19 de novembro de 2005

REVIEW
Super Size Me

Image hosted by Photobucket.comAno: 2004
Realizador: Morgan Spurlock
Actores: Morgan Spurlock

Durante a minha estada universitária, emporcalhei o corpo em BigMac, McChickens e merdas do género, sempre omnisciente do efeito que isso teria no metabolismo e no equilíbrio interior. Pelo meio, ia fazendo algum desporto, pelo que os efeitos nefastos de tanto menu não se fizeram sentir... acho eu... até porque ainda cá estou e, até ver, não sinto nada de estranho.

Mas, a verdade é que este documentário fez com que os caminhos alimentares divergissem daqueles que pratica o maior franchise do mundo. Sim, depois de ver este filme, não mais retornei ao McDonald's para um menu que fosse. Limito-me a lá passar para um sundae ocasional ou para as irresistíveis colas, secretamente dopadas com doses industriais de cafeína.

O realizador propôs-se a uma tarefa titânica. Um homem atlético e bem alimentado (fruto de ter uma namorada que é "chef" vegetariana) submeteu-se a uma dieta "rigorosa" de McDonalds durante 30 dias. Ou seja, durante o referido período, ele apenas se alimenta de McDonalds (ou seja, tartes de maçã ao pequeno almoço, menus ao almoço e jantar e mais tartes ou outras variantes à ceia). E com a agravante de, caso lhe oferecessem o "Super Size Menu", ele seria obrigado a aceitar, segundo as regras do jogo que estabeleceu. Esta ideia surgiu-lhe após ver uma decisão judicial que favorecia o McDonalds, ao não o julgar culpado pelas disfunções de saúde que duas jovens adquiriram, alegadamente por consumirem os menus.

Dado isto, observamos o percurso de Morgan, desde que se sujeita aos testes médicos iniciais (e que mostram a sua excelente forma) até ao doloroso e arrastado (para ele) final, onde verifica os enormes danos causados no organismo, particularmente no colesterol e no fígado, a caminho da destruição total. Pelo meio, muitos vómitos, náuseas, má-disposição e demasiados Mac's comidos, assim como um testemunho à paranóia de certas pessoas pelo franchise em questão. Exemplo disto é um redneck parolo e marado dos cornos que afirma, com todo o orgulho, ter consumido uns 10 ou 12 Big Mac's por dia, durante um ano.

Em resumo, não obstante existirem algumas falhas no filme, enquanto documentário (como, por exemplo, a falta de suporte palpável dos exames efectuados ao realizador / actor), o mesmo fez um esforço notável para tornar a informação credível.

Comigo funcionou. Nauseou-me o suficiente para lá não mais voltar.

O melhor: O sacrifício do protagonista e a tentativa de introduzir rigor nos dados pesquisados. Nota-se influências de Michael Moore...

O pior: Alguma superficialidade no lado documental.

Classificação: 7/10

1 comentário:

Luis Monteiro disse...

De facto, depois de ver o documentário, andei dois meses sem ir ao McDonald´s.
Entretanto, voltei ao vício.
Acho que está na hora de voltar a ver o Super Size Me...