14 de novembro de 2005

REVIEW
Night Watch

Image hosted by Photobucket.comAno: 2004
Realizador: Timur Bekmambetov
Actores: Konstantin Khabenski, Vladimir Menshov

NightWatch, um filme adaptado de uma obra literária que, por sua vez, é um remake de um filme de 1997, que por sua vez era um remake de um filme de 1930 e tal (corrijam-se se estiver enganado) foi o mais bem sucedido filme russo de sempre, ao que parece.

E, ao ver, percebe-se porquê, tal a panóplia impressionante de meios técnicos postos à disposição do realizador. Ele é efeitos digitais com ar de caríssimos por tudo o que é lado, e que fariam empalidecer de inveja muito boa produção de Hollywood.
No meio de tal esplendor técnico e digital, é uma pena que a história não siga a mesma bitola e um argumento que até tinha pernas para andar, pela forma diferente como trata as eternas lutas entre o bem e o mal, a luz e a escuridão, espalha-se redondamente ao comprido pois a utilização e abuso de planos rápidos ao longo do filme faz com que certas passagens do argumento provoquem uma confusão inusitada no espectador, como quando vasculha mentalmente o que comeu para tentar descobrir a causa de uma irritante crise de flatulência extrema.

Ou seja, por outra, parece que se gastou tudo nos efeitos especiais, deixando para segundo plano tudo o resto. E, como resultado, os nossos protagonistas, guardiões da luz, que procuram mexer com um equilíbrio cósmico e secular entre bem e mal, parecem estar sempre a deambular pelos mesmos cenários escuros, cinzentos e ligeiramente góticos, mas com umas cores sempre muito tristes e algo deprimentes.

Não obstante, a ver para quem acha que o cinema não se esgota em Hollywood e para comprovar que há vida no celulóide soviético.

O melhor: Os efeitos especiais, realmente bons.

O pior: O argumento, tratado à bruta e a tristeza dos cenários.

Classificação: 5/10

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