5 de dezembro de 2005

REVIEW
Carlito's Way

Image hosted by Photobucket.comAno: 1993
Realizador: Brian De Palma
Actores: Al Pacino, Sean Penn

O último capítulo (por hoje) da minha aventura cinéfila passou por este pequeno clássico de Brian De Palma, frequentemente subvalorizado quando comparado com outros clássicos do género "gangster", como Scarface ou Untouchables.

Al Pacino é Carlito Brigante, um mafioso de primeira, preso por 30 anos por tráfico de droga e um verdadeiro rei no burgo dele. No entanto, o seu advogado David Kleinfeld (um Sean Penn quase irreconhecível) consegue reduzir-lhe a pena para 5 anos, passados os quais Carlito sai em liberdade, jurando endireitar-se e deixar o submundo da droga que controlava.

No entanto, e como o filme faz questão de comprovar, de uma forma tão meticulosa como bem trabalhada, estas merdas não se deixam do pé para a mão e o passado acaba sempre por nos apanhar, principalmente por alguma ponta solta que ficou mal atada... E mais não se conta, porque num filme destes, o enredo é o mais importante e estar a revelar a história seria estragar a dita cuja.

Al Pacino, como Carlito, arranca mais uma exibição de gala, controlando o filme todo de princípio a fim, com aquele seu ar inato de italiano mafioso, mas que passa bem por gangster latino, como é aqui o caso. Sean Penn está surpreendente, talvez a cavar aqui a trincheira que o levaria, de forma quase subreptícia, ao Óscar de Melhor Actor em Mystic River.

Brian De Palma tem aqui um trabalho de finíssimo recorte, uma obra bem tecida, calma e pachorrenta, através de um argumento seguro e eminentemente mafioso, embora demasiado "light" para os meandros que evoca. Não há um palavrão nem uma linguagem mais rude, reflexo do perfil de indivíduo que a devia arrotar. Não obstante, põe aqui umas pitadas de suspense bem metidas, ao estilo Mission Impossible, outras de máfia, ao estilo Untouchables e muito, muito estilo "retro", com certas poses e frases de Al Pacino a fazerem-me lembrar Humprey Bogart em Casablanca.
É uma obra com sabor a "vintage", para ser degustada lentamente e não para ser engolida de uma vez.

O melhor: Al Pacino e o aspecto "retro" da realização.

O pior: Muito "soft" no linguajar, em comparação com outros filmes do género. Faz certos mau-maus parecerem meninos de coro.

Classificação: 7/10

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