31 de dezembro de 2005

REVIEW
Red Eye

Image hosted by Photobucket.comAno: 2005
Realizador: Wes Craven
Actores: Rachel McAdams, Cillian Murphy

Wes Craven está de volta ao thriller puro. Depois de um hiato de 5 anos, predispõs-se a realizar esta pequena obra que narra a história de uma gerente de hotel (Rachel McAdams) que parte no último vôo do dia para casa (o chamado "Red Eye") depois da morte da avó, para estar um pouco com o pai. No cais de embarque, cruza-se com um estranho homem, quase que por coincidência, e com o qual também partilhará o lugar no avião. No entanto, este é um assassino profissional que lhe matará o pai se ela não fizer um telefonema...

Este é um daqueles filmes estranhos que tentamos esquecer. Deixa-se ver, é agradável e diferente, como o vinho rasca do Modelo que se bebe quando se está habituado à àgua del cano. O poster é deveras interessante, como se pode ver, as performances são interessantes, Rachel McAdams está muito bem como menina aparentemente frágil mas de nariz empinado e Cillian Murphy é o vilão por excelência, mefistofélico q.b.

No entanto, a direcção de Wes Craven cai inexoravelmente na mediania. É uma espécie de quero, mas não posso. Como aqueles velhos tarados que já nem com Viagra a conseguem meter lá dentro. E, com isto, o filme perde pujança à medida que avança, esvaziando-se como um balão de hélio. Começa bem, esforça-se para construir o clima de tensão que irá reinar dentro do avião, palco de mais de metade do filme, mas depois... esgota-se.

E assim se perderá, irremediavelmente, no vórtex espacio-temporal do universo cinéfilo para todo o sempre...
(Vou beber mais um copito de "Cava").

O melhor: A vontade que dá no espectador de enfaixar a Rachel McAdams contra a pia do WC do avião e fazer-lhe cócegas no umbigo por dentro.

O pior: A gritante impotência cinéfila de Wes Craven, incapaz de dar outra dimensão a isto.

Classificação: 5/10

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