28 de fevereiro de 2006

REVIEW
Derailed

Image hosting by PhotobucketAno: 2005
Realizador: Mikael Hafstrom
Actores: Clive Owen, Jennifer Aniston, Vincent Cassell

Ou "Pecado Capital", em Português. Para que não se enganem quando forem ao cinema. Sim, porque este é um daqueles filmes para se ir ver com as expectativas baixas para depois, à saída do cinema, dizer "Ah e tal... afinal é bem melhor do que eu pensava!".
Este realizador, do qual nunca tinha ouvido falar, conseguiu duas proezas que não esperava. A primeira foi fugir dos habituais chavões de filmes de encornanço que pululam por aí que nem baratas. A segunda foi convencer Jennifer Aniston a ser encavada a torto e a direito, coisa que pensava imposssível numa actriz tão boa como falsamente púdica como aquela.

Mas voltemos à vaca fria. Clive Owen é Charles Schine, um executivo bem sucedido que vai sempre à mesma à mesma hora para o trabalho e tem uma vida familiar tão estável e segura, como rotineira. No comboio, conhece Lucinda Harris que, além de ter o nome mais parvo da história do cinema, é uma executiva casada que começa a travar conhecimento com Charles. Palavra cá, palavra lá e, passados 3 quartos de hora de filme, já estão no empinanço no hotel mais rasca que conseguiram arranjar. Pelo meio, muitas expressões de culpa, sentimentos de traição, do género "Ah e tal... não devíamos estar a fazer isto... mas que se foda! Carne é carne!"

Só que, no meio do empinanço, são assaltados por um magano que lhes rouba a carteira e lhes começa a chular um ror de dinheiro, sob pena de revelar a dupla sessão de encornanço que tão alegremente se iniciara naquele sórdido quarto de hotel. Eles então têm que fazer tudo para lixar os planos ao ladrão, um franciú de nome LaRoche.

Como disse ao princípio, este filme é uma surpresa agradável. Estava frio, não apetecia ficar em casa e esta era a única merda comestível no cinema cá do burgo. E a verdade é que o realizador surpreende, principalmente na primeira parte do filme, pois o mesmo atravessa com sucesso toda uma vasta gama de sentimentos, como a traição, a culpa ou o remorso, muito bem executados, principalmente, por esse excelente actor que é Clive Owen. No único papel prestável que me lembro dela, Jennifer Aniston consegue ser minimamente dramática e convincente q.b., pois até parecia mal destoar numa história destas. É que isto não é o Friends. Se fosse, ainda vomitava as salsichas toscanas do jantar... Podia ter mostrado mais alguma carne, mas pronto, não se pode ter tudo.
O argumento é desigual pois, se a primeira parte do filme está exemplar, com excelentes diálogos, boa música, bom ritmo e que, inevitavelmente, cativa o espectador, a segunda parte descamba um pouco para os tiroteios Hollywoodescos, do típico "average guy" que, por força das circunstâncias, tem que se tornar herói.
Mesmo assim, esta parte é satisfatória e está uns furos acima da restante merda que por aí pulula.

A não perder, para quem se quiser surpreender!

O melhor: A primeira parte do filme, realmente excelente.

O pior: A segunda parte não seguir pela mesma bitola.

Classificação: 6.5 / 10

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