11 de fevereiro de 2006

REVIEW
Kiss Kiss Bang Bang

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Ano: 2005
Realizador: Shane Black
Actores: Robert Downey Jr., Val Kilmer

Este é o melhor filme de gangsters dos últimos anos. Ponto. E com comédia da boa também, o que é raro. Shane Black, responsável pelos argumentos dos Lethal Weapons ou do excelente Last Boy Scout, dirige esta história de um ladrãozeco que, para escapar da polícia, acaba por cair de paraquedas num teste para ser actor. É então enviado para L.A. para ter lições de detective com um... detective, obviamente, chamado Gay Perry e que, como é lógico... é gay!

Só que se mete numa história complexa de homicídio e começa a tomar-lhe o gosto a ser detective, pois acha que até é cool ser-se detective e que, assim, até pode papar mais umas gajas. Mas a vida não é um filme e as coisas nem sempre lhe correm bem e, não obstante os constantes avisos do amigo Gay a alertarem-no para o facto de que aquilo é uma coisa a sério, ele não liga e, entre outras coisas, acaba, por exemplo, por ficar com os tomates electrocutados (ver foto).

São estas e outras situações, sempre, sempre polvilhadas de magníficos diálogos que pautam todo o filme, uma mistura de Pulp Fiction com... sei lá... Naked Gun (Aonde Pára a Polícia), mas com nível. Nada de piadas aberrantes ou nonsense deliberado. É tudo adulto, pensado, natural, fruto da mente de um argumentista sobredotado que nos consegue fazer rir até às lágrimas ao longo do filme em variadíssimas situações. São piadas refrescantes, diferentes, nada forçadas e muito bem colocadas, que acentuam ainda mais toda a naturalidade e suprema cara de parvo que Robert Downey Jr. carrega ao longo do filme, num registo notável que mostra o actor que poderia ter sido, se não tivesse fodido meio hemisfério cerebral com várias drogas.
O "renegado" Val Kilmer, amado por alguns, odiado por outros tantos (moi meme incluído) surpreende também pela fluidez representativa que empresta ao filme.

Em resumo, é um filme de gangsters, é verdade... com sangue e alguma tripa, mas muita, muita comédia! E da boa!

O melhor: Os diálogos, irrepreensíveis!

O pior: As gajas não são suficientemente boas.

Classificação: 8/10

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