25 de março de 2006

REVIEW
Fragile

Ano: 2005
Realizador: Jaume Balagueró
Actores: Calista Flockhart e uma pazada de putos

Calista Flockhart, mais conhecida por Ally McBeal e por levar umas alheiradas do Harrison Ford de quando em vez, tenta aqui a sua sorte enquanto cabeça de cartaz de um filme de terror que, por ser de produção espanhola suscitou o meu pleno interesse, ávido que estou, qual cão baboso, de um bom filme de terror que fuja aos enjoativos cânones hollywoodescos do género.

Ela é uma enfermeira contratada por um hospital infantil, em mudanças, para tomar conta dos parcos putos remanescentes, antes de serem transferidos para as novas instalações. Algumas estão bem doentes, mas o problema sério é que coisas estranhas começam a acontecer no hospital, onde algumas crianças dizem contactar com uma menina que... é diferente.

É este o referido ponto de partida de um filme de terror que também se queria diferente. A coisa começa muito bem, com uma construção cuidada das personagens e das suas motivações. A fotografia é realmente boa, pois usa um azul triste para as cenas de exterior, reflexo cuidado da tristonha metereologia que, qual estereótipo, ataca inapelavelmente o Reino Unido. No interior do hospital, predominam os cinzentos e os verdes pálidos e escuros, que transmitem uma sensação incómoda de desconforto, onde quase podemos sentir o cheiro a mofo daquele local decadente.

O realizador consegue transmitir uma crescente sensação de desconforto pois, à medida que se ultimam os preparativos para a transferência dos doentes, acentuam-se os "sintomas" de que algo sobrenatural mora no segundo andar daquele hospital, supostamente fechado há mais de 50 anos.

O clímax do filme é realmente bom, com cenas verdadeiramente arrepiantes e que fazem lembrar o que de melhor o terror tem, e que não passa, concerteza, por doses industriais de sustos engarrafados.

E depois... o final. Ridículo e vomitivo. O anticlímax por excelência, capaz de estragar um trabalho que até estava a correr bem. Só que depois disto pensamos: "Bah, isto até nem foi nada de especial".
Imaginem o realizador a servir-vos um prato de pudim durante 1 hora. Ao fim dessa hora, o gajo abaixa as calças e caga-vos a taça de pudim com um bosteirão de todo o tamanho.
É um final ilógico e imperdoável, que contribui para que esta merda caia irremediavelmente no poço das medianas cinematográficas...

O melhor: A fotografia, o constraste de exteriores/interiores e o clímax do filme.

O pior: O final do filme. Tão contra-natura que o realizador devia ser perfurado nos tomates com agulhas infectadas.

Classificação: 5.5/10

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