22 de março de 2006

REVIEW
Half Light

Ano: 2005
Realizador: Craig Rosenberg
Actores: Demi Moore e mais uns gatos pingados com pronúncia escocesa

Demi Moore tenta aqui o seu hercúleo "comeback" cinéfilo, com esta história de uma escritora pródiga e bem sucedida que, assolada por uma enorme desgraça pessoal (a perda de um filho que cai à água e afoga-se sem sequer soltar um "ai" que chame a atenção da mãe) muda-se para uma vilória perdida nas "lowlands" escocesas onde o fantasma do filho e uma conspiração emergente se juntam para a fazer crer que está a perder o juízo.

O realizador Craig Rosenberg construiu aqui uma merda estranha, digna de vómito por um lado mas que, por outro, não é totalmente desprovida de interesse. O filme, por si, é uma estopada digna de documentário de segunda categoria. Só a cena em que a Demi Moore chega à nova casa e passa uns 2 minutos a arranjar o sítio ideal para pôr a porra da máquina de escrever vale mais do que 500g de anseolíticos.
Vale pelas paisagens naturais, de uma beleza tremenda e que suscitam no espectador uma vontade imediata de ir logo a correr para a Escócia.
Por outro lado, e como Demi Moore nunca foi grande espingarda a representar (e aqui também não é excepção), o realizador injecta twists à labúrdia no argumento, de forma a espevitar um filme que, de outro modo, estaria votado ao ostracismo.
Todos os actores carecem de chama e de naturalidade e parecem apenas meros adereços usados apenas para fazer valer as supostas capacidades interpretativas da sra. Moore. Mas esta, mesmo a fazer de louca, não vai por ai além e apenas arrancará muitos sobrolhos franzidos à audiência céptica.

Resumindo, começa como um filme de tragédia que quer ser "bigger than life" (mas que a mim me deixou a rir) e termina como uma tentativa de thriller Hitchcockiano. Só tentativa.
O espectador incauto que veja esta merda a pensar que é um novo Striptease (Half Light... meia luz... casa de putas... Demi Moore a mostrar as mamas...) bem que se vai lixar, pois poderá passar o filme inteiro a massajar-se, enquanto pensa na MILF que mora ao seu lado...

O melhor: As paisagens escocesas, escolhidas a dedo.

O pior: Todos os actores. O enredo, artificialmente emocionante. Demi Moore, a ficar gasta como um traque de 2km. A tragédia pessoal da mesma que cai no esquecimento a meio do filme. Algumas incongruências irritantes.

Classificação: 3.5/10

1 comentário:

Rafa disse...

Esse filme é uma bosta.