22 de abril de 2006

REVIEW
Frailty

Ano: 2003
Realizador: Bill Paxton
Actores: Bill Paxton, Matthew McConaughey

Em Português, "Pela Mão do Senhor" (para não se enganarem quando forem ao videoclube alugar esta merda), o filme começa com um jovem estranhamente frio que entra numa esquadra de polícia para contar uma história. Uma história sobre como o seu demente pai o obrigou a ele e ao irmão a matar vários inocentes pois, segundo o pai, a voz de Deus assim o disse, visto serem discípulos do Belzebú.

A história desenrola-se, onde assistimos ao crescendo de loucura do pai até ao final surpreendente. É uma espécie de anti-climax, mas funciona muito bem e, quando acaba o filme, faz-nos pensar no porquê de não existirem mais destes, com argumentos deste género, refrescantes e inovadores.

Bill Paxton, mais conhecido por filmes como Aliens ou Twister, estreia-se aqui a realizar e fá-lo com muito boa nota, principalmente pela forma como se filma a si próprio, enquanto pai obcecado em seguir a suposta voz de Deus, e à espiral de loucura no qual o mesmo mergulha gradualmente, morte após morte, e para a qual tenta arrastar a todo o custo os seus dois cépticos filhos.
No entanto, o filme peca por uma coisa, e ao dizer isto parece que me estou a repetir. Visto tratar-se de uma história eminentemente provinciana, o ritmo da acção é um bocado lento, o que pode causar alguma impaciência aos espectadores mais sedentos de sangue, blockbusters e vísceras.
Mas, de qualquer forma, o realizador é generoso o suficiente para nos presentear com um final muito bom, à laia de recompensa por termos aturado alguns minutos de estopada campestre.

Logicamente aconselhável, para quem gosta de filmes diferentes.

O melhor: Bill Paxton como actor e realizador. O final. A história bem montada.

O pior: Às vezes há marcas claras de "novato" na realização, mas nada de importante. O ambiente de "América Profunda", digno de arrancar alguns bocejos aos mais impacientes.

Classificação: 7/10

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