14 de abril de 2006

REVIEW
Hostel

Ano: 2005
Realizador: Eli Roth
Actores: Jay Hernandez, Derek Richardson

Ter Quentin Tarantino no nome ajuda muito, não haja dúvida, pois se não fosse por ele, provavelmente o filme estivesse condenado ao ostracismo do "direct-to-video".

Mas não é assim. "Tarantino Presents" e o filme dum género que antes pertencia a nichos de mercado, o gore, está agora a entrar selvaticamente no mercado mainstream.

Três jovens (provavelmente universitários) de pila em riste decidem fazer uma "eurotrip" para descobrirem o país com mais putedo gratuito e, por consequência, com mais sexo à disposição. Em Amsterdão, é-lhes dada uma dica duma pousada (hostel) na Eslováquia onde as gajas são suficientemente libertinas... para fazer de tudo. Os nossos esfaimados amigos vão até lá, apenas para descobrirem que dificilmente de lá sairão vivos...

Meus caros incautos que pensem em levar a namorada ao cinema porque "Ah, é terror e tal... podes-te agarrar a mim": desenganem-se. Isto é gore de pura estirpe, de enojar o mais valente. Após uma hora de homenagens consecutivas às melhores mamas europeias, chega a carnificina a sério, muitas vezes sugerida através dos sujíssimos corredores pintados de sangue seco, das luzes pálidas e intermitentes, do ambiente opressivo, escuro e bafiento e dos gritos lancinantes das vítimas e algumas outras explicitamente exibidas em cenas brutais e de uma violência que há muito não tinha visto.

Eli Roth é um gajo com talento, isso está patente ao longo do filme e a facilidade e descaramento com que, a meio do filme, manda o argumento às urtigas para dar lugar ao massacre de sangue é apreciável e revelador de uma certa coragem e vontade de dar ao público o que ele realmente quer.
Mostra também todo o "savoir-faire" num género que eu já julgava infelizmente esquecido, e faz do filme um dos melhores discípulos de, digamos, um Braindead, mas não tão espalhafatoso, mais sério e mais... século 21, com toques refinados de requinte cru na construção dos ambientes e das cenas.

Os actores são quem menos interessa aqui, mas os diálogos são suficientemente bons para o filme ter um bom valor de "replayability", alto palavrão para designar o grau de satisfação do espectador ao visionar este filme mais do que uma vez.
Além disso, e dado que é um filme eminentemente virado para a audiência masculina, estes poderão deleitar-se incessantemente com o desfile de mamas da primeira parte do filme e com a consequente carnificina requintada da segunda.

Deleitem-se, que um destes não acontece todos os dias!

O melhor: Gajas boas a granel, sexo e gore. Que mais pode um homem pedir num filme?

O pior: O argumento esquálido.

Classificação: 6.5/10

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