9 de abril de 2006

REVIEW
Family Stone

Ano: 2005
Realizador: Thomas Bezucha
Actores: Sarah Jessica Parker, Rachel McAdams, Diane Keaton, Claire Danes

Instado que fui para uma suposta comédia, inclinei-me, qual Torre de Pisa para esta coisada que vinha catalogada como tal. Franzi logo o sobrolho quando vi que o realizador se chamada Bezucha. Devia saber melhor que, dum gajo com um nome destes só poderia sair merda.

Bem... é e não é assim. É assim porque isto é uma merda. Ponto. O argumento é esquecível, os diálogos são do mais mundano que pode haver e toda a química e potencial de um elenco excelente dilui-se na incapacidade do Bezucha de levar isto a bom porto. Não é merda porque, de vez em quando, o filme até é bom e consegue criar situações interessantes, nomeadamente no que diz respeito a alguns momentos de genuíno desconforto, que todos nós já sentimos naquele instante em que conhecemos os sogros.
Por isso, meninos e meninas... se se dirigirem para esse grande momento, que é o da aceitação, nunca o façam na altura Natalícia, pois poderá ter efeitos catastróficos. Terão a vossa cara metade a dizer-vos: "Desculpa, lamento muito, mas eles são assim... acho que não vai dar para continuarmos". É um cliché deveras "pipiesco" (cf. com blog famoso na pré-história dos mesmos), é verdade, mas vai-se a ver e acontece mais vezes do que pensam.

Isto tudo para dizer que Sarah Jessica Parker é a namorada que vai passar o Natal a casa dos sogros que a olham desde logo de soslaio e a julgam por cada peidinho que manda. Ela passa as passas do Algarve só para no fim descobrir o seu verdadeiro amor, etc, etc. e essa merda toda que vocês já conhecem.

Mas, mau mau, foi quando o realizador decidiu introduzir o "sub-plot" dramático, para dar mais profundidade à coisa e tal... mas que apenas teve o condão de me provocar um profundo "rash" na zona das virilhas... enfim, deplorável e desnecessário, apenas serviu para agudizar a artificialidade do talento do mesmo, semelhante um balão semi-cheio.

O melhor: Rachel McAdams, uma verdadeira cabra no écran.

O pior: A deprimente parte final, em termos de filme e de sentimento. Fez-me ficar desnecessariamente... deprimido!

Classificação: 3/10

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