22 de maio de 2006

REVIEW
Ginger Snaps

Ano: 2000
Realizador: John Fawcett
Actores: Duas gajas quase anónimas

Ginger e Bee são duas irmãs rebeldes. Uma é ostracizada, a "nerd" de serviço que leva porrada de meia escola e a outra é bem mais popular e boa como tudo.
Quando chegam à adolescência, Ginger é, ao que parece, mordida por um lobisomem e começa a encetar uma transformação tão radical quanto metafórica. E digo "parece" porque, embora conhecesse esta parte do enredo, não a consegui apanhar quando, há bem pouco tempo, capturei este filme a passar na TVI, qual o meu espanto.

A partir daí, é a Ginger a transformar-se e, por consequência, a descobrir a sua sexualidade e a sua veia licantrópico-canibal a partes iguais e a sua irmã, marrona mas preocupada com Ginger, que procura junto dum esquisitóide lá da escola uma solução para a metamorfose da irmã.
O filme avança sempre com esta temática como fundo, mas sempre de uma forma muito fresca e bem filmada, que o diferenciam um bocado do resto da xunguice gore que por aí pulula, com episódios sangrentos e deliciosos para os fãs do género.

Também existe carne. Não em grande quantidade, é certo, mas Ginger é libertina o suficiente para dar o corpo ao manifesto em diversas cenas de cariz erótico explícito ou induzido.

Em resumo, não é nenhuma obra prima, mas há carne, sangue, muito sangue, bom argumento, mães alheadas da realidade, filhas psicóticas, efeitos especiais que não são grande merda (mas também não interessam muito para o caso, pois o suspense é mais induzido do que explicitado), tudo misturadinho num frasquinho de gore revivalista que fará quase suspirar de agrado (mas sem gayzices) os fãs mais saudosos do terror.

O melhor: Ginger herself! A metáfora sobre a puberdade. O terror, mais induzido do que explícito.

O pior: Já não é um filme desta era...

Classificação: 7/10

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