2 de maio de 2006

REVIEW
Phone Booth

Ano: 2002
Realizador: Joel Schumacher
Actores: Colin Farrell, Kiefer Sutherland

Uma pecha monumental. Um lapso incomensurável este meu, ao não falar disto. Isto, meus amigos, é um grande filme. Um GRANDE filme. Colin Farrell é o gajo mais cabrão que possam imaginar. É um publicitário. Está tudo dito. Mente com quantos dentes tem, engana a mulher com uma aspirante a actriz, prometendo uma fulgurante ascensão no mundo do cinema que, evidentemente, nunca irá cumprir, vende mentiras aos jornais, engana o seu assistente e, acima de tudo, sente-se tremendamente bem com esta imagem de fanfarrão falso que construiu, complementada com um fato da mais fina estirpe e um alto relógio.

Sempre que pode, telefona à amante de uma cabine telefónica nojenta na baixa da cidade. Só que um dia, o telefone toca primeiro. E um telefone que toca tem que ser atendido, não é? Só que do outro lado está um suposto sniper, empoleirado numa qualquer janela dum prédio adjacente, que diz que se ele sair daquela cabine, morre...

E assim temos o argumento de um filme, que gasta a sua hora e meia de duração numa cabine de telefone. Parece minimalista, não é? Ao que sei, o realizador Joel Schumacher, por este ou por aquele motivo, foi adiando o concretizar desta obra controversa, ora para não ferir as susceptibilidades dos paneleiros espectadores yankees, ora porque lhe parecia que o argumento era demasiado estreito para encher uma hora e meia de filme.

Sim, o filme é praticamente todo passado dentro da cabine telefónica. E é aborrecido? Nem um bocadinho. Os diálogos, a acção, o suspense criado entre Stu (Farrell) e o misterioso atirador (interpretado por um sublime Kiefer Sutherland, celebrizado na série 24) são um verdadeiro mimo, bombons saborosos q.b., a cereja no topo do bolo que é um filme tremendamente original, divertido, diferente e, com o qual, mal damos pelo tempo a passar, tal a qualidade dos diálogos, dos actores, das interacções, das situações e... do final surpreendente.

Um must de suspense, que me recuso a revelar mais para não estragar, nem um bocadinho, a saborosa experiência que é este filme!

O melhor: Os actores, o diálogo, a duração, o suspense, o argumento...

O pior: Obviamente, não é o filme perfeito. Mas é quase o pináculo do filme diferente!

Classificação: 8.5/10

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