16 de maio de 2006

REVIEW
The Squid and the Whale

Ano: 2005
Realizador: Noah Baumbach
Actores: Jeff Bridges, Laura Linney e 2 putos avariados dos cornos

Noah Baumbach é, ao que sei, um realizador novato, que se decidiu aventurar nestas lides com uma história que, ao que parece, é baseada na sua própria experiência, enquanto lidava com o divórcio dos seus pais. Após ver o filme, pergunto-me quanto do mesmo será autobiográfico pois só assim poderei julgar, ao certo, o quão avariado está, neste momento, o realizador. Isto, claro, a julgar pelo comportamento disfuncional dos dois filhos do casal.

Jeff Bridges e Laura Linney são ambos escritores. Ele já viu melhores dias e agora limita-se a uma semi-frustrante carreira no ensino. Ela descobre que também tem algum talento literário e começa a publicar livros. Talvez movidos pela inveja, começam a discutir, logo no início do filme e acabam separados. Também por causa disso, os filhos tomam partidos, e se o mais velho, um pouco mais ponderado (mas não muito) decide ficar com o pai, o mais novo (e mais avariado) fica com a mãe, não obstante a custódia conjunta.

E é aqui, neste ponto do filme, que a excentricidade do casal começa a vir ao de cima, com o pai a tentar enfrascar-se com o interesse amoroso do filho e a mãe a fazer o mesmo com o professor de ténis do seu rebento. Pelo meio, esgalhadelas entre as estantes da biblioteca com fotos semi-rasgadas onde mal se vislumbra uma mama, muitos palavrões, muito álcool (consumido pelos menores) e um divórcio tumultuoso que demonstra, acima de tudo, que se calhar nós até somos pessoas normais, em comparação com aqueles dois. Demonstra também certos exemplos que não se devem dar aos filhos durante um tal processo, pois o resultado fica à vista na psique da descendência perturbada.

Os desempenhos são muito bons e o filme "pega com força", apenas arrastando ligeiramente por volta da hora e pouco, o que não tira lustro nenhum a (mais) um retrato bem conseguido de uma família americana que parece normal por fora, mas que não o é.

O melhor: Os dois putos, passados da cabeça. Pensar que o realizador poderá ser assim, visto que é inspirado na história dele. Jeff Bridges, num papelão. O puto a escarafunchar a pilinha em plena biblioteca. O demorar apenas 1.20h.

O pior: É filme para se ver uma vez e arrumar prá gaveta.

Classificação: 7/10

Sem comentários: