15 de junho de 2006

REVIEW
The Hills Have Eyes

Ano: 2006
Realizador: Alexandre Aja
Actores: Ted Levine e restante família de carne para canhão

Remake de um filme de 77 com o mesmo nome, este Terror nas Montanhas conta a história de uma família esperta como uma anta que decide ir para a Califórnia de trailer, atravessando, por isso, todo o deserto americano que medeia aquela região.
Só que no meio das montanhas reside uma comunidade de selvagens que sofreu mutações, fruto de alguns testes nucleares que ali foram executados. Ora bem, estes senhores incultos têm uma certa tendência ao canibalismo e, como tal, entretêm-se a armadilhar todo e qualquer viajante incauto que por ali passe e, como é lógico, a nossa família protagonista não é excepção.

Do perfil psicológico que nos é fornecido, estes são todos seres +- detestáveis, pelo que ficamos desde logo a torcer para que comece a carnificina, para ver quem morre primeiro.

Quando comecei a ver isto, pensei: "Selvagens?? Fosca-se... e uns alienzitos ou assim, não iam?". Quão enganado estava eu. Não é por serem selvagens que a selvajaria é menor, antes pelo contrário. São selvagens sim, mas a roçar o sadismo extremo e, por exemplo, não se privam de actos sexuais de extrema violência e não poupam bebés ou cães. Vai tudo a eito e com quantidades estúpidas de sangue, se for possível.

Claro que há sempre aqueles que tentam sobreviver, mas como são todos tão tótós e "nerds", ficamos mas é à espera que os selvagens irrompam novamente pelas montanhas para os trinchar que nem porcos.

Actores? Mentira. Parece que estão a ler as deixas do teleponto. Diálogos? O mais básico que existe. Daquele género "aterrorizado": "Oh meu Deus, o que fazemos agora??" (é aqui que fazem "a" quando deviam fazer "b" e vão mais uns com o caraças). Argumento? É uma adaptação de um "não-argumento" de 1977. O que interessa então aqui ver? É um dos filmes mais gore que surgiu nos últimos tempos (a par do Hostel, talvez), com mortes sádicas e retorcidas e com tanto sangue que dava para fazer uma cabidela para alimentar uma família de 30 pessoas.

O melhor: Já referi a quantidade parva de sangue? Uns vestígios de imprevisibilidade nas mortes.

O pior: É só mesmo o sangue, nada mais. Nem argumento, nem diálogos, nem actores nem a ponta dum corno...

Classificação: 5.5/10

1 comentário:

Luis Monteiro disse...

Oh Edgar, desculpa lá, mas este é um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos.
E claro que tem de ser "só mesmo sangue". O conceito do filme de terror é mostrar o lado selvagem do ser humano.
Grande abraço