22 de julho de 2006

REVIEW
Final Destination 3

Ano: 2006
Realizador: James Wong
Actores: Uns putos estereotipados com a mania que são espertos

Como já referi algures anteriormente neste antro de obscura perdição cinéfila, a saga Final Destination constitui o último bastião de satisfação para o mini-sádico que mora em todos nós (ou em apenas alguns), saga essa que prima pela forma elaborada com que a Morte cozinha, com requintes de malvadez, os últimos destinos de uns pobres cocós que tiveram a triste sorte de ter uma premonição sobre como iriam morrer. Esses cocós puderam assim escapar a um destino certo e enganar a morte durante algum tempo.

Mas essa vaca não dorme, e leva-nos a todos, mais cedo ou mais tarde. E é isso que estes tristes vão descobrir quando, inexoravelmente, um após outro, forem caindo nas garras da sua impiedosa foice, não obstante tentarem, através de pistas relativamente surreais, encontrar uma forma de evitar que a morte "salte" a vez deles.

Era assim no primeiro filme, uma boa obra que não conseguia fugir aos cânones do género. Foi assim no segundo, um filme sublime na forma sádica e estupidamente natural com que as mortes se sucediam (realizado por David R. Ellis, que estará também nos comandos do aguardadíssimo Snakes on a Plane). O terceiro, também de James Wong como o primeiro, repete-se, também como o primeiro, na forma e conteúdo do filme, perdendo alguma da espectacularidade, fluidez e originalidade com que o segundo nos brindou.

Nestes, a morte quase que ganha "corpo", e vemo-la a chegar através de luzes que se apagam e brisas súbitas, mesmo em locais fechados. No segundo, isso não acontecia, e a morte actuava mais como uma força invisível, o que emprestava algo mais de credibilidade àquela caca. Aqui, não é bonito, e não assim tanta piada como isso.

No entanto, o realizador esforça-se por agradar, proporcionando ao espectador ávido de tripas um espectáculo de sangue razoável, mas que não é suficiente para que o mesmo se excite minimamente.

Do resto, história, elenco, diálogos, etc... é melhor não falar. Been there, done that. A única ressalva é mesmo o final, deveras original e que dá mais alguns créditos a este filme, que termina uma trilogia de sucesso deixando um certo "blahhh" na boca de cada um.

O melhor: Mais sangue.

O pior: Não é tão bom como o segundo.

Classificação: 5/10

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