26 de julho de 2006

REVIEW
Lucky Number Slevin

Ano: 2006
Realizador: Paul McGuigan
Actores: Josh Hartnett, Bruce Willis, Morgan Freeman, Ben Kingsley

Josh Hartnett é Slevin Kelevra, que chega à cidade para ir ter com um amigo. No entanto, o amigo desapareceu e, de um momento para o outro, por causa de um engano de identidades, Slevin vê-se envolvido numa guerra entre os dois mais poderosos senhores do crime da cidade, e ainda é perseguido pelo mais famoso hitman (papel à medida de Bruce Willis) das redondezas, tendo então de engendrar um engenhoso plano para se safar de tão mefistofélica situação.

Tornando numa espécie de "express-review"... belos actores (embora seja estranho ver Morgan Freeman e Ben Kingsley a fazerem de kingpins, mas pronto... suponho que alguém terá de pôr o pão na mesa lá em casa), excelente argumento com um final imprevisível e bem filmado e diálogos que por vezes roçam a fronteira do ilógico e do ridículo, mas no bom sentido, fazendo lembrar quase uma comédia negra. Morrem uns quantos maganos no início, em sequências que parecem completamente desconexas do enredo. Mas não se deixem enganar, porque o realizador tem grandes "cojones" e agarra em todas as pontas soltas do filme, atando-as firmemente com o cuidado de um grande cineasta, bem explicitado em alguns truques de cinematografia muito bem conseguidos. Tem uns toques de Pulp Fiction, outros de Hitchcock, outros de comédia mais física, outros até de gore, mas todos bem mexidos num equilibrado caldeirão que não desilude.

Primeira nota: Josh Hartnett está-se a tornar um actor do caraças e tanto tem estaleca para uma comédia como para um filme de peso como um Black Hawk Down. Aqui não é excepção e o papel dele revela-se o mais surpreendente do lote.

Segunda nota: Os cenários de interiores, nomeadamente apartamentos e casas, orgulham-se de apresentar a mais horrível e inimaginável colecção de papéis de parede alguma vez vistos. São tão mal escolhidos que até ferem a vista e, por serem tão descaradamente feios, apenas podem servir mesmo para enfatizar um certo sentimento surreal que grasa ao longo dos primeiros 40 a 50 minutos de filme.

O melhor: A imprevisibilidade do argumento, dos diálogos e o excelente casting.

O pior: A pior colecção de papéis de parede de sempre!

Classificação: 7/10

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