14 de outubro de 2006

REVIEW
American Dreamz

Ano: 2006
Realizador: Paul Weitz
Actores: Dennis Quaid, Hugh Grant, Mandy Moore, Chris Klein

Tanto que se poderia dizer sobre esta comédia negra, negríssima.
Comecemos pelo presidente da América (Dennis Quaid), um homem que raramente sai do quarto, com medo de tudo, e que só através dos jornais é que sabe o que se passa no mundo, deixando todo o controle da América nas mãos do seu dedicado adjunto (um Willem DaFoe irreconhecível!). Semelhanças com Bush? Naaaa...
Continuemos por um grupo de terroristas onde existe uma "ovelha negra" que canta e dança num estilo tremendamente gay e cujo único sonho é ir para a América para participar no "American Dreamz" (uma paródia ao "American Idol").
Passemos para o produtor do referido programa, um Hugh Grant no seu papel de sempre, um cabrãozote sacana que pretende arranjar os maiores cromos da América para o seu programa e, pelo caminho, mandar umas pinocadas em algumas das concorrentes.
E continuemos com Sally (Mandy Moore), uma ambiciosa jovem que passa por cima de tudo (inclusive do seu dedicado namorado) apenas para conseguir ir ao programa, iludida que está com as promessas de fama ilimitada.

Enfim, um cocktail de personalidades dispares mas que são o reflexo de muitos dos estereótipos das pessoas, anseios e medos que povoam a América contemporânea.
O filme recebeu apenas 5.9 no fiel barómetro do IMDB. E percebe-se porquê. De certeza que foi cotado por todos aqueles yankees burros que nem portas que são retratados e estereotipados no filme, e que não gostaram de ver as figuras tristes que fazem no dia a dia. Além disso, como são burros, não sabem distinguir o gozo da sátira, o que é nomeadamente o caso aqui, neste filme. Então George Bush é satirizado até à exaustão, num papel excelente de Dennis Quaid.
Hugh Grant faz de... Hugh Grant. Quem já viu pelo menos um filme dele, sabe do que falo.
Lá para o fim, o filme descamba um bocado para uma comédia nonsense tipo Naked Gun mas, mesmo assim, não perde o tino e até ajuda a dar um empurrão ao surreal desenlace final, surpreendente ou talvez não.

A não perder!

O melhor: A sátira sublime.

O pior: É difícil equilibrar os pratos da balança entre a sátira e a comédia nonsense.

Classificação: 7/10

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