24 de março de 2007

REVIEW
Borat

Ano: 2006
Realizador: Larry Charles
Actores: Sacha Baron Cohen... e talvez a Pamela Anderson

Borat, o exótico jornalista do Cazaquistão, foi encarregado pelo governo do seu país de ir para a América fazer uma reportagem sobre os yankees para depois tirar daí os ensinamentos possíveis para aplicar ao seu precário país.
No entanto, e mal chega à América, fica fascinado com a Pamela Anderson no Baywatch, e parte numa aventura, ao longo da América, rumo à Califórnia, para conhecer a sua musa.
Pelo caminho, tenta não descurar a missão que o levou até às terras do Tio Sam e vai fazendo algo parecido com entrevistas às diferentes personagens, igualmente exóticas, com que se vai cruzando no seu périplo rumo à sua mamalhuda diva, e onde expõe todo o seu carácter e maneirismos, digamos... pouco convencionais (confrontar com a cena em que lava a cara com água da sanita).

É assim Borat, uma das mais geniais e controversas personagens criadas a partir da mente distorcida de Sacha Baron Cohen, o comediante britânico que também já encarnou Ali G.
Quanto ao filme propriamente dito... há quem tenha afirmado que é a mais mortífera comédia dos últimos anos, que iria forçar gargalhadas sonoras mesmo aos mais sisudos, etc...

Sim, tem momentos de boa comédia, mas está longe de ser tudo isso que alguns apregoam. É sim uma sátira implacável aos esquisitóides que povoam a América dos dias de hoje e que a empestam com os mais inenarráveis costumes e vícios, dignos, esses sim, de um filme de comédia. E louve-se aqui os grandes tomates do Borat, que consegue literalmente pegar o boi pelos cornos e não ter meias tintas na hora de criticar ou de apontar o dedo, mesmo fazendo-o da forma como o faz.
Existem segmentos que são claramente forjados, mas há outros em que as reacções dos intervenientes são tão naturais (que passam, usualmente, pela perplexidade) que só vêm reforçar a ideia que transmiti no último parágrafo.

Mas Cohen, mesmo fazendo um filme que traça ali uma ténue linha entre a palhaçada Monty Python, o surrealismo e a sátira de costumes, consegue, no final, demonstrar tudo aquilo que ele pensa sobre a América de hoje em dia, e que está fielmente representada no seu patético presidente.

E, só por isso, Borat, mereces o meu mais sincero bem-haja...

O melhor: A sátira implacável.

O pior: Não foi para mim, como muitos vaticinaram por aí, o chorrilho de gargalhadas que julgava que fosse...

Veredicto: Filme incompreendido.

Classificação: 6.5/10

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