19 de fevereiro de 2007

REVIEW
Crank

Ano: 2006
Realizador: Mark Neveldine, Brian Taylor
Actores: Jason Statham, Amy Smart

Chev Chelios é um "hitman" que acorda, logo no início do filme, a saber que lhe foi injectado um veneno (quase) mortal no sangue que fará com que ele vá com os cães caso o seu ritmo cardíaco abrande. Sendo assim, ele tem que passar o filme inteiro "a abrir", tentando ajustar contas com o belo do cabrãozote meio chinoca que o envenenou, injectando-se com toda a merda (Red Bulls, epinefrina, etc...) que encontra pelo caminho para deixar o coração em constante alta-velocidade.

Como consequência, o espectador também não pára e não lhe é dado um segundo de descanso para respirar, visto que a acção é absolutamente imparável e é impressionante como é que os realizadores (sim, porque só dois é que conseguem filmar uma acção tão violenta como esta) conseguem manter o mesmo ritmo de filme durante uma hora e pouco, sem pausas, sem descansos, sempre a esgalhar. Quando não gastam meio filme a pôr o pobre do Jason Statham a correr como se não houvesse amanhã, salpicam-no com humor ardente e com pormenores imaginativos de realização que ainda não tinha visto em nenhum filme.

Isto é o heavy-metal da acção, a imparável e inacabável "rave" que faz empalidecer todas as outras vulgares discotecas, e... acabaram-se-me as metáforas estúpidas para definir esta merda. Também tem sangue. E muito. E não é daquele que se via nos filmes do Steven Seagal, por exemplo, mas daquele que jorra em pequenas poças semi-coaguladas, após vermos as balas a trespassar impiedosamente a horda de corpos que vão levando com elas ao longo do filme.
Há também "sexo cómico", que podia ser propício a excitar um qualquer adolescente imberbe que assista ao filme, não fosse pela situação e pelo local surreal onde ocorre. A mim deu-me para rir convulsivamente.

Jason Statham prova aqui, após o catastrófico Transporter, que é um actor de acção de estalo e que, com os papéis certos, tem o futuro assegurado no ramo, pois além de correr que se farta neste filme, demonstra um humor tão ácido como um limão.

O melhor: A acção, estupidamente imparável.

O pior: Não haver mais filmes assim, com tomates para se assumirem como diferentes.

Veredicto: Para os hipotensos...

Classificação: 8/10

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