9 de fevereiro de 2007

REVIEW
Harsh Times

Ano: 2005
Realizador: David Ayer
Actores: Christian Bale, Freddy Rodriguez

Jim Davies é um ex-ranger que participou em várias missões suicidas na Guerra do Golfo e que agora se encontra de volta à sua terra Natal, Los Angeles, tentando reencontrar as condições para levar uma vida normal, através da entrada na polícia de L.A.

No entanto, normal é coisa que este gajo não é, pois missões a mais nas terras do Saddam viraram-lhe o miolo do avesso e ele tem tendência a passar-se dos cornos com uma facilidade pasmosa e a virar-se violentamente contra tudo o que lhe apareça à frente. Surpreendentemente, ele consegue, com um notável sangue frio, manter a fina linha de humanidade que o separa da loucura e evidenciá-la nos momentos que ele mais precisa, nomeadamente nos testes de admissão para a polícia e para os "feds".

Mas a tendência para cagar tudo é demasiado grande, e ele passa o resto do seu dia com o seu grande amigo Mike disposto a fazer merda, à semelhança de um bom jogo de Grand Theft Auto. Este é "acossado" pela namorada Sylvia (uma Eva Longoria podre de boa), uma advogada de sucesso que lhe sustenta o coiro preguiçoso e que financia as supostas entrevistas de emprego aonde ele devia ir.

Bom, para começar pelo mais importante, este filme é um verdadeiro "one-man-show", pois Christian Bale... bem... mais que um papel, é uma encarnação de um verdadeiro "bully" em ponto grande, com todos os trejeitos dos gangs da zona e todos os maneirismos de um mafioso de segunda. É um actor realmente excepcional que aqui tem oportunidade de brilhar a grande altura, fazendo-o sem qualquer tipo de pejo e construindo um personagem assombroso de solidez, frieza e emoção, e não dando a mais pequena hipótese de os restantes actores terem sequer direito a dois peidinhos seguidos no écran.

No que ao restante concerne, é um filme que conta uma história de destruição progressiva, e de cujo final começamos logo a tirar a pinta, ainda nem o filme vai a meio, pois já vemos para onde é que tudo aquilo vai caminhar. Também dá uma lição de moral importante, pois mostra que todos aqueles tótós que se voluntariam incessantemente para as guerras deste mundo (como, por exemplo, o Iraque) encontram depois, no regresso a casa, algumas dificuldades para se reintegrarem na sociedade, vindo, muitos deles, com marcas psicológicas indeléveis de uma experiência que os marcará para o resto da vida...

Para ver e apreciar um dos mais subvalorizados actores que por aí andam.

O melhor: Christian Bale! Que interpretação do car**ho!

O pior: A guerra.

Veredicto: Não aconselhável a soldados com dúvidas.

Classificação: 8/10

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