28 de abril de 2007

REVIEW
Last Kiss

Ano: 2006
Realizador: Tony Goldwin
Actores: Zach Braff

Desde que Paul Haggis dirigiu e escreveu Crash que meio mundo o começou a ver como a nova maravilha de Hollywood. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra (provérbio merdoso).
Aqui, Haggis fica algures ali no meio, num fundão, sem saber muito bem se corre para a praia ou se irá afogar-se no mar (metáfora merdosa), oferecendo-nos esta história de um moçoilo que, chegado às suas 30 primaveras, parece ter tudo, principalmente a mulher perfeita, com quem se vai casar e ter muitos filhinhos pelo cu e com óculos.

A verdade é que a vida parece não ter mais surpresas para este nosso amigo (interpretado por um anódino e amorfo Zach Braff) que, num casamento, acaba por se enroscar com uma colegial desejosa de levar com ele.
O enredo adensa-se, os pais da noiva acabam por saber e, enfim, o caldo entorna para o nosso amigo...

É uma comédia romântica, mas não é. Ao mesmo tempo, não é puxado o suficiente para ser considerado um drama. O que é isto, então, portanto? É uma espécie de limbo cinematográfico, algo a puxar para o pastoso, que retrata mais ou menos bem aquela espécie de crise da meia idade, só que aos 30, num grito contido de emancipação de um jovem que parecia ter tudo e, afinal, não tinha nada.

Se gostei? Sei lá... não foi carne nem peixe... Foi como o protagonista, cada vez que olhava para a câmara, estivesse ele a rir, a chorar ou prestes a cortar os pulsos...

O melhor: Ser um bocado diferente dos outros filmes do género.

O pior: É mijo morno.

Veredicto: Filme prá ressaca ou para deprimir.

Classificação: 6/10

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