28 de maio de 2007

REVIEW
Breach

Ano: 2007
Realizador: Billy Ray
Actores: Ryan Phillipe, Chris Cooper

O filme retrata a história, verídica, da descoberta de um dos maiores espiões de sempre nos Estados Unidos, responsável por vender, durante mais de 20 anos, segredos militares da mais alta confidencialidade aos comunas soviéticos.

Robert Hanssen, o agente em questão, foi apanhado após uma meticulosa operação interna do FBI, com a preciosa ajuda de Eric O'Neill (interpretado por Ryan Phillipe), um aspirante a agente que se infiltrou no esquema como secretário de Hanssen, e cuja missão era conseguir extrair o máximo possível de informações que incriminassem o seu "patrão".

Não obstante algumas aparentes e pequenas falhas de argumento, este é um filme que pauta, sobretudo, pela sobriedade e pelo ritmo paulatino com que avançam as investigações. Á medida que avança, vamos também conhecendo um pouco mais o agente Hanssen, a sua maneira ser, as suas motivações e, no fim, as razões que o levaram a cometer a maior traição da história dos yankees. E, em nenhum momento, o realizador tenta patronizar-nos ou ser condescendente connosco, indicando-nos de uma forma parolamente hollywoodesca quem são os "bons" ou quem são os "maus". E Hanssen aqui era apenas mais um, um homem desiludido com o sistema que quis ser recordado de alguma forma palpável, que não fosse apenas pelos 25 anos que passou na obscuridade do FBI.

De realçar aqui o trabalho soberbo de Chris Cooper, na encarnação do agente Hanssen, uma interpretação notável a todos os níveis e que carrega o filme de uma ponta a outra. É ele, com aquela sobriedade inquieta de um homem amargo e tarimbado por largas batalhas no meio das linhas soviéticas, que nos apanha e que faz com que nos preocupemos com o que lhe vai acontecer. A interpretação de Ryan Phillipe, como agente destacado para o incriminar é um pouco o reflexo daquilo que ele é, como actor, ou seja, razoavelzito, mas sem tomates para acompanhar a pedalada do oscarizado Cooper.

E porque nem tudo são Piratas das Caraíbas ou Homens Aranhas, não percam a oportunidade de apanhar esta pequena jóia, digna de figurar nos compêndios deste estaminé como filme vetado a ser esquecido... o que era uma injustiça.

O melhor: A interpretação de Chris Cooper, soberba.

O pior: Ryan Phillipe, demasiado verdinho para fazer de agente secreto.

Veredicto: Subvalorizado...

Classificação: 7.5/10

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