10 de agosto de 2007

REVIEW
Die Hard 4

Ano: 2007
Realizador: Len Wiseman
Actores: Bruce Willis, Justin Long

John McClane está de volta, um bocado mais cansado, velho, com rugas e (ainda) mais careca. Desta vez, terá de enfrentar uma organização ciber-terrorista que desliga, progressivamente, todos os sistemas computorizados da América.

No quarto opus da série Die Hard, até Bruce Willis parece um pouco mais cansado, e já não tem a energia nem a acutilância verbal que demonstrava noutros episódios. O realizador Len Wiseman também não ajuda pois, para ele, parece que interessa é, qual discípulo de Michael Bay, destruir tudo o que lhe apareça à frente, sejam helicópteros, pontes ou caças. Pelo caminho, trata Bruce Willis como se fosse um boneco de trapos, atirando-o contra paredes, vidros e precipícios de forma impiedosa.
Nem os vilões são tratados de forma diferente, são rijos como muros de betão e nem o facto de serem encavados contra uma parede por um jipe a 100km/h os parece matar, pois eles resistem estoicamente, quais super-maus de pacotilha.

É tudo estereotipado até à medula, desde os hackers marrões que vivem em caves mal iluminadas até aos terroristas, passando pelo clima ultra-nacionalista e pró-americano que grasa por todo o filme.
Quanto ao argumento, é tratado à bruta pois todo o conhecimento tecnológico, quer dos hackers quer dos terroristas, reduz-se a saber carregar em grandes botões vermelhos que dizem "DOWNLOAD" de tempos a tempos para destruir umas merdas ou carregar uns vírus. Além disso, para se ser hacker ou terrorista neste filme (e há uma barreira muito fina que implicitamente os separa aqui), basta saber teclar depressa e saber o que é um IP, nada mais.

Pelo meio, fica Bruce Willis, um polícia à antiga para quem estas tecnologias nada dizem e que mostra que só mesmo à bruta é que se resolvem as coisas.
Este Die Hard fez-me lembrar, em muitas partes, o saudoso True Lies (com Schwarzenegger), mas onde este tinha o condão de nunca se levar a sério, com Die Hard é sempre a doer, ou seja, o realizador quer-nos fazer crer que todas aquelas acrobacias e cenas arriscadas (como levar com um míssil em cheio nas trombas) poderiam realmente acontecer num mundo real.
Que pena John McTiernan não ter pegado também neste filme (como fez com o primeiro e o terceiro Die Hard)... Em vez disso, ficámos com um fogo de artifício de quase duas horas que, lá para o fim, já começa a enfastiar e a dar vontade de sair do cinema perante a cacofonia em crescendo que culmina no anti-clímax esperado...

O melhor: Algumas cenas de acção.

O pior: Pretensioso, excessivamente espalhafatoso e demasiado longo. Que saudades de Die Hard 1 ou 3...

Classificação: 5/10

Sem comentários: