5 de agosto de 2007

REVIEW
Disturbia

Ano: 2007
Realizador: D. J. Caruso
Actores: Shia LaBoeuf, Carrie-Anne Moss, David Morse

Nesta adaptação quase descarada do clássico de Hitchcock, Rear Window, um jovem turbulento vê-se confinado às quatro paredes da sua aparentemente inacabável casa quando, após um acesso de fúria culminado com uma agressão selvática ao seu odioso professor de Espanhol, é condenado a três meses de prisão domiciliária.
É verdade que pode parecer estúpido que um caso de agressão termine com uma pena de prisão domiciliária, mas é claro que, se não fosse assim, não haveria filme, porque os belos argumentistas desta merda tinham que arranjar um motivo qualquer que fosse para trancar o moço dentro de casa, senão como raio podiam eles plagiar o mestre Hitchcock??

Bom, com o moço fechado em casa, e após a mãe lhe cortar a TV e lhe tirar a consola (vá-se lá saber porquê), ele decide começar a espiar a vizinhança, nomeadamente a loira tesuda que se muda para a porta ao lado, o que, para um jovem enclausurado e eroticamente efervescente, se torna uma punição quase insuportável. Para agravar a coisa, a vizinha em questão não é flor que se cheire e, ao descobrir este infame acto de "voyeurismo", em vez de correr assustada para a polícia, vai a casa do nosso "herói", provocá-lo um bocadinho mais e, de caminho, entrando nos jogos dele, que os levam a suspeitar dum outro vizinho, que se comporta de forma um pouco estranha, como se fosse um assassino...

Este quase remake do filme supracitado tem várias vantagens que o tornam numa digna e aproveitável ida ao cinema. Para começar, o actor principal, Shia LaBoeuf que, para além de ter um dos nomes mais parvos da história da sétima arte, está a ter em 2007 o seu ano de ascensão pois, além da honrosa participação neste filme, foi também estrela nos Transformers e será o filho (ou até mesmo o neto, coisa que não me admirava nada) de Indiana Jones, no filme que Harrison Ford e Steven Spielberg estão a cozinhar.

De resto, o ponto mais notável deste filme reside mesmo na forma como foi implementado o conceito de thriller, com uma ansiedade crescente que nos faz salpicar as palmas das mãos de gotas de suor, enquanto estas se cravam progressivamente nos braços das cadeiras do cinema (ou nas pernas da gaja que estiver ao lado).

Por isso, não percam a oportunidade de ver este bom filme, até porque pode ser que seja a gaja a cravar-vos as mãos nas vossas...

O melhor: A ansiedade em crescendo até...

O pior: ...chegar o final estúpido.

Classificação: 7/10

Sem comentários: