7 de dezembro de 2007

REVIEW
Transformers

Ano: 2007
Realizador: Michael Bay
Actores: Shia LaBoeuf e muita lata


Michael Bay é um realizador-espectáculo. Todos nós já sabemos disso. Desde os tempos em que mo "apresentaram", com o inolvidável Armageddon (pelas boas e más razões) que me apercebi o quão bom ele é a fazer entertenimento vazio para as massas. Os dele são filmes brilhantes a nível técnico, sem uma falha a apontar. Tão brilhantes, tão brilhantes que o público zombie que os visiona até lhe perdoa as gritantes falhas de argumento que, com frequência, polvilham as obras dele.


E aqui não é excepção. Os Transformers são um mito da infância de muitos homens, agora nos 30, incluindo eu que ainda guardo, com alguma saudade, num obscuro recanto do meu sótão, todos os bonecos que, na altura foram lançados e fizeram furor.


No entanto, fiquei manifestamente triste ao ver este filme e ao verificar que Michael Bay teve a lata de desvirtuar a essência dos Transformers, modelando-os ao gosto da sua megalomania técnica, transformando, por exemplo, o saudoso Bumblebee num Corvette!


A batalha final, para além de impactante, pouco mais tem de relevo, pois é tremendamente confusa e dei por mim sem conseguir perceber quem é que estava a ganhar. As interpretações são de susto e apenas Shia LaBoeuf consegue emprestar alguma credibilidade ao papel que desempenha. Fora ele, os "voice-overs" são como os robôs que representam: artificiais, teatrais e indistintos. O argumento é aborrecido e ridículo, focando um poderoso cubo mágico com a capacidade de dar cabo do mundo. Aborrecido... Nunca pensei dizer isto de um filme dos Transformers em que apenas 2 ou 3 cenas me fizeram saltar da cadeira...


Com este filme ficou provado, acima de tudo, que de Michael Bay nunca se poderá esperar nada semelhante a um Schindler's List ou qualquer coisa do género, pois a sua tendência natural em abrutalhar e "blockbusterizar" (!) tudo aquilo em que toca apenas tem paralelo, por exemplo, com a falta de jeito persistente de Uwe Boll para fazer filmes...

O melhor: A perfeição técnica do filme.

O pior: Ser o pináculo do filme artificial e pipoqueiro e um "ex-libris" da arte oca de Michael Bay.

Classificação: 4/10

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