31 de dezembro de 2007

REVIEW
I Am Legend

Ano: 2007
Realizador: Francis Lawrence
Actores: Will Smith

Will Smith é o último homem vivo em New York. A ideia é aterradora por si só. E porque é ele o último homem vivo? Porque uma suposta cura contra o cancro degenerou num vírus que matou 99% da população mundial, infectou o outro %, tornando-os em zombies sanguinários e deixou apenas um punhado de sobreviventes imunes e sãos.

E o que faz Will Smith neste filme? É um coronel do exército que, aparentemente, também faz uma perninha como cientista e decide ficar em New York, local de origem da infecção, a tentar desenvolver uma cura para o vírus, na cave de sua casa, onde cria ratos mutantes que sujeita às suas mistelas experimentais.

Mas no início do filme, não sabemos nada disto e apenas o vemos ao volante do seu Mustang, acompanhado por Sam, a sua fiel "pastora" alemã e uma carabina de alta precisão, a deambular pelas ruas de New York a caçar veados (!) grosseiramente computorizados. Para comer? Para fazer experiências? Fica ao gosto do leitor.

Aos poucos, são-nos revelados flashbacks da história mas, mesmo com estes, o pouco sumo que o filme tinha é logo espremido nos instantes iniciais, onde vemos como a solidão pode consumir a parca lucidez que ainda resta num homem, sozinho numa interminável cidade... e a minha paciência, exasperado que fiquei, a dada altura do filme, por perceber que ele não era aquilo que tinha idealizado, tornando-se, em largas partes, num maçador ensaio sobre a solidão humana que não vale uma unha do pé do saudoso Castaway.

E já que vamos por aqui, também é óbvio para todos que Will Smith não é nenhum Tom Hanks e tornou-se penoso, para mim, ver que aquele que outrora foi justamente nomeado ao Óscar pelo sua incarnação de Muhammad Ali teve a "honra" de se ver superado aqui... pela sua cadela, uma pastora alemã com mais credibilidade e expressividade que ele. *Spoiler Alert*E quando ela morre, lá para meados do filme, aí sim pensei "Pronto, tá tudo fodido, agora é que o filme vai parar ao poço."*Fim de Spoiler*

Ou seja, não é um filme de acção, porque as cenas propriamente ditas não totalizam 10% do filme. Também não será um caso de estudo sobre a solidão porque falta a devida profundidade psicológica aos personagens para se assumir como tal. Será mais a história de um gajo a andar às voltas pela cidade a perseguir zombies e a mostrar sinais de loucura, quando, na verdade, se podia despachar a coisa em 10 ou 15 minutos... E ainda mais quando, ao que me consta, isto é um remake dum "clássico" chamado Omega Man pergunto-me... isto era mesmo necessário?

O melhor: O pastor alemão e as imagens de New York.

O pior: Will Smith e a solidão dele, geradora de aborrecimento no espectador, a cópia descarada de ideias de outros filmes (28 Days Later, Castaway, Pitch Black...) e os efeitos especiais, fraquinhos...

Classificação: 5

2 comentários:

Zyklon disse...

Que palhaçada de "crítica". Como muitas outras neste blog.
Depois ainda há outras que não passam de cópias (quase) integrais do antigo site Cinema Xunga.

Edgar disse...

Compreende-se que sejam cópias do Cinema Xunga, visto que também lá escrevia... e, como deves compreender, não me ia dar ao trabalho de fazer duas críticas diferentes para o mesmo filme!