27 de janeiro de 2008

REVIEW
Cloverfield

Ano: 2007
Realizador: Matt Reeves
Actores: Alguns novatos promissores.

Um grupo de amigos reune-se num apartamento para comemorar a ida de um deles para o Japão, como vice-presidente de uma empresa. E eis senão quando um monstro gigantesco (e quando digo gigantesco, é porque é mesmo GRANDE COMO O CARAÇAS) decide atacar Manhattan, fazendo da famosa ilha o seu quintal de "brincadeiras".

Cloverfield é um filme do caraças, não só porque tem tomates para ser original, aplicando o "conceito Blair Witch" aos tradicionais filmes de monstros do século passado (vide Godzilla ou King Kong) e elevando-o à décima potência através de cenas de acção fabulosas, efeitos especiais soberbos e um conceito muito peculiar de "documentário na primeira pessoa", que deixa o filme numa ténue linha entre a "acção imparável" e o "thriller psicológico".
Acaba também por ter algo de semelhante com o War of the Worlds, na medida em que subitamente os protagonistas estão a braços com algo que é muito maior do que eles, só que a grandiosidade e o impacto deste Cloverfield pisa, esmaga e trucida qualquer alienzeco que o Spielberg possa arrotar para o écran.
E estes, os protagonistas, foram escolhidos após um rigoroso casting, não tendo qualquer experiência prévia no ramo artístico. Isto revelou-se como um trunfo precioso pois, embora não sejam de um primor representativo invejável, conseguem ser honestos e credíveis nas emoções que representam, mesmo tendo em conta que o filme não tem qualquer argumento... mas também não é preciso, qualquer merda escrita por um macaco cego chegava para servir de pretexto à devastação que o monstro espalha.

Quanto ao monstro de que tanto se falou, digo apenas que para além de grande, tem muito mau feitio e é, obviamente, a estrela do filme, pois rouba todas as cenas em que aparece, fruto do seu "design" original e um pouco diferente de tudo o resto que já vimos em filmes do género. Para além do mais, não é totalmente desvendado logo no início nem nunca se explica de onde é que surgiu, o que estragaria, desde logo, parte da experiência.

Quanto ao filme, é toda uma experiência visceral, pujante de acção, que nos enfia literalmente pelo écran dentro. É o redefinir e o reinventar de um conceito que foi, muitas vezes, abusado no século passado (o "filme-catástrofe") , que nos dá aqui a chance de, durante hora e meia, nos esquecermos de tudo e limitarmo-nos a agarrar os braços da cadeira uma e outra vez, enquanto exalamos inquietude e incredulidade a partes iguais perante o poderoso assalto aos sentidos que nos oferecem.

Não irá ganhar nenhum Óscar para Melhor Filme, decerto, mas é demasiado bom para não ser visto... O filme de monstros do séc. XXI e um dos melhores blockbusters dos últimos anos! Que venha o DVD!

Podia continuar a falar sobre o filme e sobre as suas várias nuances mas... se calhar nem amanhã saía daqui. Aliás, já é a 3ª ou 4ª vez que estou a editar este post, por isso.... Tenho dito.

O melhor: A acção, a originalidade, os efeitos visuais soberbos, os efeitos sonoros soberbos, o facto de ser "O" filme pipoqueiro por excelência.

O pior: Não tem argumento.

Classificação: 9

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