2 de fevereiro de 2008

REVIEW
The Bourne Ultimatum

Ano: 2007
Realizador: Paul Greengrass
Actores: Matt Damon, Joan Allen, Julie Stiles

Matt Damon encontrou aqui, na incarnação de Jason Bourne, a sua galinha dos ovos de ouro, e este Bourne Ultimatum constitui o final de uma trilogia que, para mim, se assumiu sem receios como a melhor alternativa ao original, mas já vetusto, James Bond.

Ao contrário de um Bond másculo e sexista, este Bourne é frágil. E a sua maior fraqueza, o não saber de onde vem, transforma-se na sua maior força, facto consumado com mestria ao longo de três filmes onde os realizadores nos conduziram pela mão através da busca pelo passado de Bourne.

E há algo aqui, nesta fita de acção, que é tremendamente credível, quer na forma como a trama política/conspiração é montada, quer na forma como as cenas de castanhada são executadas. Numas e noutras transpira sempre um carácter de verosimilhança, mesmo tendo em conta que estamos a falar de um "one man army" contra uma das mais poderosas organizações americanas (a CIA, o FBI... whatever). E esta é, para mim, uma das maiores forças do filme pois consegue entreter-nos, como nos melhores filmes de acção, mas sem nunca insultar a nossa inteligência e sem nunca exibir, pelo menos de forma descarada, eventuais falhas no argumento que possam existir.

Matt Damon entrega-se de corpo e alma à personagem e executa, na perfeição, o papel de (quase) anti-herói, forçado pelas circunstâncias (e pela sua própria alma, atormentada ao redescobrir, aos poucos, fragmentos de uma memória recente) a ir mais longe, a puxar-se até ao limite para descobrir uma verdade que, consecutivamente, lhe negam.

Esta pode ser uma das poucas trilogias que restam a não ter pontos fracos e que é consistentemente sólida do princípio ao fim. Se tiverem hipótese, vejam os 3 filmes numa sessão contínua para várias horas seguidas de masturbação cinéfila.

O melhor: O poderoso culminar de uma trilogia.
O pior: Nada que se destaque.
Classificação: 8

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