2 de março de 2008

REVIEW
The Brave One

Ano: 2007
Realizador: Neil Jordan
Actores: Jodie Foster

Jodie Foster é Erica Bain, uma conhecida locutora radiofónica que, num aparentemente vulgar passeio pelo Central Park, leva uma valente tareia de 3 meliantes que aproveitam para espancar o seu esquecível marido até à morte. Depois, e enquanto recupera, chega à conclusão que não pode viver com medo numa cidade que não tem medo e decide comprar uma arma e começar a fazer justiça pelas próprias mãos, varrendo a tiros de pistola todo e qualquer criminoso que tenha o azar de se cruzar com ela...

Obviamente que esta transposição para o século 21 da clássica fórmula do vigilante que procura, pelos seus próprios meios, obter justiça apenas teve algum destaque por ter a eternamente frágil Foster no papel principal. Tivesse este filme um Steven Seagal ou um Chuck Norris, esses eternos líderes defenestados do pelotão dos "últimos da batatada" e teria ido directamente para DVD, sem passar pela casa de partida (que é o cinema, obviamente).
Mas quando se pede a Jodie Foster para fazer o mesmo ar de vitimazinha inconsolável que já fez há quase 20 anos nos Acusados, mas com uma arma na mão, é lógico que vai haver muita gente que diz "Ah e tal... isto é diferente... é violência no século 21... é um filme inteligente, violento e contemporâneo".

Pois bem, não é. A inteligência esgota-se nos desabusados planos de New York e na música melancólica que esparsamente pontua as cenas e a violência não chega a dois tostões de cu da do John Rambo. O que temos aqui é uma história de polícias e ladrões encapotada que se caga toda para, a cada instante, tentar transmitir "realismo", mas que, no fim, escorrega no bosteirão que é o "happy-end" metido a martelo, e contra o que toda a lógica prévia do filme faria supor!

Esquecível, dispensável e um veículo ridículo de propaganda de um certo "girl power" que nunca convence e só induz bocejos em massa...

O melhor: A promessa do trailer.
O pior: Jodie Foster a prostituir-se pelo cheque, o elenco, o resto da história, o final escabroso, a tentativa de parecer um filme sério e o esquecermo-nos dele passado 5 minutos...
Classificação: 4

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