2 de março de 2008

REVIEW
The Kingdom

Ano: 2007
Realizador: Peter Berg
Actores: Jamie Foxx, Chris Cooper, Jennifer Garner

Um atentado escabroso ocorre numa instalação norte-americana na Arábia Saudita e o FBI apressa-se a enviar para lá uma equipa de 3 ou 4 elementos para estudar a situação.

No entanto, e quando lá chegam, vêem-se confrontados com evidentes... impedimentos logísticos em realizar o trabalho deles, o que é óbvio pois qualquer americano é, por estes dias, "persona non grata" para aqueles lados. E o realizador Peter Berg consegue surpreender aqui o incauto espectador, enquanto rapa os pêlos das pernas com cera quente, pois após uns 20 minutos iniciais "bombásticos", literalmente falando, segue as andanças da dita equipa do FBI transmitindo com palpáveis doses de tensão e ansiedade todo o ambiente de cortar à faca entre uns americanos ousados, mas conscientes de que estão em terreno perigoso e uns sauditas que, apesar de quererem aquilo resolvido o mais depressa possível, não facilitam nem um milímetro a tarefa da "nossa" equipa.
E isto considerando que a operação deles é secreta e supostamente rápida, de modo a evitar consequências diplomáticas de maior escala numa zona, já de si, incendiária.

Este filme abarca, com galhardia, vários assuntos tão em voga nos dias de hoje, como a propalada Guerra contra o Terror, tortura e prisão de eventuais suspeitos de terrorismo ou o evidente choque cultural entre o Ocidente e o Médio-Oriente. E onde jaz a sua maior virtude repousa também o seu maior defeito pois nunca se define verdadeiramente sobre se quer ser um filme de acção ou um thriller político. O que não quer dizer que seja mau. Antes pelo contrário pois, liderado por um competente elenco (Jamie Foxx e Chris Cooper estão muito bem.... Jennifer Garner, a Sidney Bristow de Alias, nem por isso, parecendo um peixe fora de água), o filme consegue-nos oferecer cenas de acção impactantes e reflexões válidas, sólidas e, acima de tudo, imparciais sobre o conflito vigente e como toda esta política de "olho por olho, dente por dente" não leva a mais lado nenhum senão a uma perpetuação da violência...

É um filme indigno deste estábulo onde, por vezes, passa todo o tipo de estrumeira e que merece ser descoberto numa ida ao videoclube.

O melhor: A história, o final e os efeitos especiais.
O pior: Vai passar despercebido por, pelo trailer, parecer mais um filme pró-americano, nestes tempos de hipocrisia...
Classificação: 7

1 comentário:

Luis Monteiro disse...

E não deixa de ser um filme pró-americano - mas no mau sentido do termo. Vale a pena pelo prólogo e por algumas cenas de acção.
Abraço