21 de junho de 2008

REVIEW
Diary of the Dead

Ano: 2007
Realizador: George A. Romero
Actores: Quem?

Mais um filme de zombies do mestre Romero, desta vez na perspectiva da primeira pessoa, filmado como se de um documentário se tratasse... mas espera lá... não houve já alguém que teve esta ideia? Uma tal bruxa de Blair e até um monstro que destrói Manhattan...?

Pois, Romero plagia aqui à força toda os filmes acima em diversas cenas, mas, em todas elas falta a pujança, o entusiasmo e o suspense das películas supracitadas. Tudo é longo, arrastado e bocejante, numa história que raramente levanta um sobrolho de admiração ou, até, de nojo, perante a chacina de carne putrefacta que, ocasionalmente, preenche o écran.

É um filme ambíguo e frequentemente irritante pois tenta ser sério e alegórico ao mesmo tempo, tentando passar uma mensagem de decadência de valores na sociedade actual enquanto tem um protagonista com uma pistola com "balas infinitas", o que dá sempre imenso jeito para repelir as inacabáveis hordas de zombies que, sucessiva e lânguidamente, assaltam os nossos atípicos e esquecíveis protagonistas de formas crescentemente peçonhentas.

A cópia ao Cloverfield é tão descarada que até dói. No entanto, nem o propósito de um documentário sobre o tema nem a profundidade dos persongens conseguem, alguma vez, agarrar o espectador. Podia ser um documentário sobre o cultivo da batata em terras xistosas, que o efeito final seria idêntico.

Em resumo, é uma ode pessimista ao futuro da humanidade, mas que nunca funciona nem engrena, pois a lição que Romero tenta induzir, à martelada, está sempre desconexa do contexto do filme e, sinceramente... não tem nada a ver com o que se passa no écran. Ou seja, no fundo isto é um cinema de intervenção em formato zombie. O que é muito mais do que surreal. É ridículo.

O melhor: Os zombies
O pior: Artificial, falso, plagiador e surrealmente pessimista.
Classificação: 3

Sem comentários: