7 de abril de 2009

REVIEW
Quantum of Solace

Ano: 2008
Realizador: Marc Forster
Actores: Daniel Craig, Judi Dench

A enésima entrega de Bond traz-nos um Daniel Craig mais tarimbado e amargurado, após a morte da sua querida Vesper, e com sede de vingança, mesmo que para a concretizar se torne num rebelde do MI6, andando a correr por aí que nem um cão com cio a cobrir tudo o que mexe e a matar tudo o resto.

Enfim, não gastarei muitas linhas no argumento, porque sinceramente cheirou-me a ressabiado por todos os lados. Ditadores sul-americanos, petróleo, interesses dos americanos... agora é moda dizer mal dos States (mesmo que eles até mereçam) e, para certos realizadores, tudo o que seja pôr o dedo na ferida é, para eles, igual a muitos dólares na carteira. Infelizmente, esquecem-se que tem que haver um argumento capaz e interessante por trás a apoiar essas teorias da conspiração, o que não é o caso aqui. É um bocado triste, principalmente quando o mesmo tem o dedo de Paul Haggis.

Claro que, mesmo tendo o competente Marc Forster ao leme, ele não faz omeletes sem ovos, não obstante pôr todo o seu labor ao serviço de excelentes efeitos especiais e cenas de acção muito bem filmadas, onde se destaca, à semelhança de Casino Royale, a brutalidade de Craig na forma como despacha, com igual galhardia, agentes, guarda-costas e mauzões bolivianos. Mas, mesmo assim, nota-se que Bond anda sempre às aranhas e vê-se obrigado a viajar por meio mundo para esconder as fraquezas de um argumento esquálido, que tenta disfarçar a palidez das ideias com muitas e boas cenas de castanhada... apesar de ter um vilão morno como um copo de mijo e bond-girls que não levantavam o mastro a um morto...


O melhor: Bond continua bruto como as casas.
O pior: As bond-girls são chochas e o argumento é fraquinho e desinteressante.
Classificação: 6

2 comentários:

Red Dust disse...

Um interessante filme de acção. Realista como nunca na série e um Daniel Craig a conseguir impor-se no papel.

O argumento é o ponto menos na fita a juntar-lhe um vilão de serviço com pouco carisma.

Abraço.

Edgar disse...

Concordo.
Um filme de acção bem feito como este (e com Daniel Craig a mostrar que é, realmente, um excelente Bond) merecia um vilão com uma densidade maior que uma folha de papel...