3 de abril de 2009

REVIEW
Saw V

Ano: 2008
Realizador: David Hackl
Actores: Tobin Bell e outros desgraçados

O Sr. Vítor (Jigsaw, para os amigos... mas espera, ele não tem amigos) já morreu há dois filmes, mas continua a dar "escolhas" às suas vítimas, de modo a que elas se possam safar das intrincadas armadilhas que ele (e o seu crescente legado de seguidores) montou.

Claro que eles não se safam, e acabam todos por cair que nem tordos e sangrando que nem porcos em cenas ultra-gore que já ultrapassaram, há uns 2 filmes, todos os limites do suportável. Uma coisa é o gore alegórico e abundantemente sanguinário que só dá para um gajo se rir, outra... é a cena de abertura do filme que, até para um gajo tarimbado como eu, se torna difícil de ver e de suportar. Isto é um verdadeiro manual de "Sadismo para Totós" e já é hora de se baixar um bocadinho a fasquia neste campo, agora que a odisseia Saw está prestes a chegar ao fim.

No entanto, parece que o realizador apenas mete estas cenas a martelo no enredo para justificar o epíteto Saw, visto que o resto do filme é, cada vez mais, um ensaio de personagens e motivações, onde a tentativa de construção psicológica do background de cada um dos protagonistas substitui grande parte das cenas mais brutais de filmes anteriores. Ou seja, por incrível que possa parecer, este quinto Saw é um filme de diálogos.

O que mais incomoda, a esta altura do campeonato, é a artificialidade com que se começam a arranjar "plot-holes" no enredo dos Saws anteriores para justificar um novo episódio que, basicamente, é construído à custa de flashbacks que explicam a aprofundam os supracitados buracos. E parece que a fonte está a secar, pelo que não estou a ver onde é que se pode ir buscar inspiração para o sexto (e finalmente último) volume da série, de modo a poder dar-lhe um merecido descanso...


O melhor: Mantém a mística da série...
O pior: ...mas já é tempo de lhe fazer o enterro!
Classificação: 5.5

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