1 de maio de 2009

REVIEW
Knowing

Ano: 2009
Realizador: Alex Proyas
Actores: Nicolas Cage e outros....

O último filme do excelente realizador Alex Proyas (responsável por jóias como The Crow, Dark City ou o subvalorizado I, Robot) pode ser resumido como o "filme-cristão-catástrofe" do momento pois engloba vários conceitos, como o determinismo, o acaso, o apocalipse, Adão e Eva e o renascer... de quê? Não vos digo, senão perdia a piada toda.

O que tem piada aqui é ver Nic Cage a dissimular, mais uma vez, o ter ficado mau actor do dia para noite com o facto de andar a correr como uma barata tonta de um lado para o outro a tentar evitar desastres iminentes que descodifica, a partir de uma folha com números escrita por uma miúda estranha há 50 anos atrás...

Parece confuso? Talvez. Há muita gente por aí que achou que o argumento era um verdadeiro molho de bróculos. Pessoalmente, o filme descontraiu-me e não senti a necessidade de ficar em estado de prontidão, com o bloco de notas mental a apontar todas as falhas que o filme pudesse ter.

Já o chamaram de filme pipoqueiro. Inclusive li cenas tão parvas como o facto de o epílogo ser eminentemente racista (???). Para mim, foi "apenas" um filme-catástrofe com um ligeiro travo a blockbuster pipoqueiro, mas que esconde por trás um objecto de reflexão inquietante, que é espelhado nas espectaculares e perturbadoras cenas de acção, onde os CGI's são usados de uma forma que... perturba e choca, não obstante ser essencial ao desenrolar do filme. Não se trata de gore tipo Saw mas há ali toda uma estética especial que indicia a criação de um "estilo Proyas", aquela espécie de "toque de Midas" que faz com que identifiquemos e associemos os filmes a determinadas pessoas.

Não é o melhor filme de Proyas, até porque há certas cenas que são estúpidas e parecem tiradas do buraco do cu, mas o facto de se ficar a remoer sobre ele horas depois de termos saído da sala diz muito. Pelo menos a mim diz. Embora preferisse não saber certas coisas...

O melhor: A história, a dicotomia determinismo vs coincidências, a metáfora cristã, o trecho de música clássica e os efeitos especiais!
O pior: Nic Cage ainda está longe do seu melhor...
Classificação: 8

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