14 de outubro de 2009

REVIEW
Orphan

Ano: 2009
Realizador: Jaume Collet-Serra
Actores: Vera Farmiga, Peter Saarsgard

Kate e John são um pobre casal que tem tudo... 3 filhos, uma belíssima casa no meio do nada, ele é arquitecto e ela é professora de música... no entanto, não conseguem esquecer a grande desgraça que foi a perda de um dos filhos.

Para tentar colmatar essa dor pungente, apostam na adopção e, qual "cavalo negro", escolhem a menina que está aqui ao lado, no poster. Obviamente, e como se pode depreender pelo olhar soturno dela, as intenções da mesma são tudo menos amigáveis, não obstante a fachada de simpatia e carinho inicial que demonstra para com os seus progenitores afectivos. Para já não falar que ela esconde um terrível segredo (que só é revelado perto do final do filme, convenientemente).

O realizador Jaume Collet-Serra é o responsável por essa merdasca esquecível que, dizem, foi o House of Wax (dizem... pois eu, de filmes maus, já ando cheio) e deve ter ficado com os ouvidos cheios de tanto dizerem mal do filme. Alguma coisa ele aprendeu sobre o que devem ser os cânones de um bom thriller, pois ele aplica-os quase todos aqui, nomeadamente na construção da inquietação que circunda as acções da maléfica filha adoptiva, fazendo com que o espectador se irrite solenemente por ninguém lhe pregar um valente par de chapos.

É, portanto, com deleite que este vosso escriba assistiu, desde há muito tempo, a um thriller que não se cinge ao saca-susto e importa-se realmente com as personagens e com o que nós pensamos delas, construindo uma história interessante e cativante. Pena que o final simplesmente cague tudo. E digo-o já aqui para não ficarem desiludidos à espera de um climax monstruoso. Não existe. Os últimos 10 minutos são um lamentável desfilar de clichés do género do terror que mandam às urtigas tudo o que de bom ficou para trás!

Nota especial para o raio da filha adoptiva! É uma actriz de estalo e pode ir longe se não se deixar cair nos meandros adolescentes da droga, álcool e sodomização.

O melhor: O thriller pungente e a miúda inquietante.
O pior: O final cagou tudo (digno de 1 ponto a menos na nota).
Classificação: 7.5

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