14 de março de 2010

REVIEW
Crank: High Voltage

Ano: 2009
Realizadores: Mark Neveldine, Brian Taylor
Actores: Jason Statham, Amy Smart

Depois do shot de epinefrina e adrenalina que foi o primeiro filme, salivava que nem um cão baboso para ver esta sequela e o destino de Chev Chelios, o mais acelerado e contemporâneo dos heróis alternativos, principalmente depois de se ter espalhado ao comprido no final do primeiro filme.

Agora ele vê o seu coração (que, provavelmente, ficou espalmado como uma folha de papel) substituído por um dos artificial, que precisa de um choque eléctrico com demasiada frequência para continuar a bater, o que constitui uma desculpa tão boa como qualquer outra para pôr Chelios a continuar a correr que nem um drogado à procura da próxima dose.

O grande, enorme, gigantesco problema deste segundo filme, para além do seu carácter hiperbólicamente cartoonesco... é precisamente esse. Deixou de "ser" real, verosímil e verdadeiro (no seu único sentido retorcido) para se tornar numa fantochada de aspirantes a heróis, que sobrevivem até a uma electrocussão de vários milhares e volts...

E quando se subvertem assim as leis da física, essa subversão serve de desculpa para quase tudo e para justificar quase tudo, até aquelas partes do filme que não têm qualquer explicação... e assim não vale, o espectador sente-se enganado e manda um pirete aos realizadores (com tendências megalómanas).

O melhor: A cena de luta na central eléctrica, surreal.
O pior: Está a milhas do primeiro filme.
Classificação: 5

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