2 de maio de 2010

REVIEW
Iron Man 2

Ano: 2010
Realizador: Jon Favreau
Actores: Robert Downey Jr, Gwyneth Paltrow, Scarlett Johansson

Digo já, saí desapontado do cinema. O primeiro Iron Man não era nenhuma obra prima (principalmente porque saiu quase ao mesmo tempo do soberbo Dark Knight), mas era um honroso representante da classe, pois misturava uma acção competente com o inegável carisma de Downey Jr.

Neste segundo volume, e seguindo a velha política megalómana do "bigger and better" (que, em cinema, dá sempre esterco), o realizador Jon Favreau quis-nos dar um bocado mais de tudo: mais personagens, mais estrelas, mais acção e mais efeitos especiais (que não melhores...).
E tudo isso é muito bonito, mas quando a história, pelo meio, tem alguns buracos nos quais ficamos a pensar "Mas que raio..." (como o facto do coronel, em 2 minutos, pegar num fato de Iron Man e sair com ele a voar como se nada fosse quando no primeiro filme Tony Stark demorou quase 1 hora a aprender a manejar aquilo), toda a credibilidade vai pelo ralo como uma aranha morta.

E depois há Mickey Rourke. A primeira meia-hora é dominada por ele (que raio, até o utilizam para os créditos de abertura) e ele faz um vilão do caraças, dando a Tony Stark (e ao espectador) os melhores frissons do filme, principalmente no circuito do Mónaco. Depois, o realizador eclipsa-o, enfia o Justin Hammer no caminho, o coronel, a Scarlett Johansson, o Samuel L. Jackson e atrafulha-os a todos numa lata de sardinhas... e Rourke fica entalado num canto da dita lata, com o cu de fora, relegado ao papel de sidekick anedótico do vilão.

Ou seja, tal quantidade de talento merecia um argumento melhor, que não fosse colado com cuspe e que não tratasse a densidade psicológica dos personagens com a subtileza de um martelo. Houve momentos em que, pela quantidade de lataria e cacofonia gratuita que andava pelo écran, mais parecia uma sequela dos Transformers realizada pelo Michael Bay.

O que não é mau. Mas deixa-o a milhas do primeiro.

O melhor: Mickey Rourke, na primeira meia hora.
O pior: A luta na casa de Stark, patética.
Classificação: 5

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