8 de outubro de 2016

26 de fevereiro de 2012

E os Óscares, pah?

Não é por nada, mas este ano prevejo uma vitória esmagadora do Adam Sandler. Ao pé do The Artist, até parece um filme a sério...

 

31 de agosto de 2011

REVIEW
9



Ano: 2009
Realizador: Shane Acker
Actores: Elijah Wood, Jennifer Connelly

Num mundo pós-apocalíptico que mais parece um filho bastardo do Matrix, onde as máquinas dominam, um conjunto de pequenos e afáveis robots de sarapilheira, construídos a partir do último suspiro de um inventor de bom coração, procuram um meio de entenderem onde estão e qual é o seu propósito ali e, de caminho, arranjarem uma forma de destruir as máquinas.

Este original filme, produzido por Peter Jackson, é uma animação de alto calibre e um produto que, só por si, é imbuído de uma certa estranheza, pois o surrealismo bucólico das paisagens apocalípticas que grassam pela história fazem com isto pareça um renegado cinéfilo no meio do panorama putesco de Hollywood de "filmeco-vai-com-as-outras".

Não tem a alma nem a sensibilidade de um Toy Story, mas os "set-pieces" são bem conseguidos e os personagens são atractivos para o espectador, o que ajuda a levar o enredo para a frente e não o encravar em momentos de enchimento de chouriços.

Original e diferente, é quase um OVNI dos filmes de animação.

Classificação: 7.5

28 de agosto de 2011

NEWS
Ides of March

Tenho grandes esperanças nisto.


REVIEW
The Whistleblower



Ano: 2010
Realizador: Larysa Kondracki
Actores: Rachel Weisz, David Strathairn

Naquilo que me lembro de ser o meu tempo de vida, nunca distingui o cerne do objectivo dos discursos do sr. Kofi Annan e do sr. Ban Ki Moon, os dois "bosses" das Nações Unidas que me lembro de conhecer. E nunca os distingui porque via neles o arquétipo da ideologia vã, carregada de clichés, hipocrisia e muita ineficiência (que, talvez, até seria estudada) perante os diversos desastres que foram assolando o mundo e que, consecutivamente, gritavam por uma intervenção mais eficaz deste organismo.

Lamentavelmente, este é o filme que vem confirmar estes receios e incertezas ao expôr um escândalo do qual, francamente, não tinha qualquer ideia de ter acontecido, provavelmente por ter sido eficazmente encoberto pelas entidades "competentes" e que acaba por pôr ilustrar aquilo que as Nações Unidas não são, ao focar-se no tráfico de mulheres na ex-Jugoslávia do pós-guerra. Uma oficial de polícia competente e séria descobre a careca da podridão e luta para expôr o escândalo, não obstante os óbvios perigos a que se sujeita.

Este é a primeira longa-metragem da realizadora que, na primeira meia hora, exibe um estilo um bocado lento, errático e errante de direcção, o que dá a entender que a protagonista anda um bocado às aranhas de um lado para o outro. No entanto, rapidamente encarrila para um filme obscuro, negro e que expõe em toda a sua plenitude um dos mais problemáticos cancros da sociedade actual, cuja difícil resolução e luta titânica contra os lobbies e poderes vigentes acabam por, num momento climático, levar a protagonista e o espectador a exasperar de frustração perante a dimensão do problema aparentemente irresolúvel que está em jogo.

Podia, em alguns momentos, ser um filme mais cirúrgico, mas a forma gráfica e explícita como abre os olhos para este problema e a coragem que demonstra em chamar os bois pelos nomes é inédita em todo o cinema que já vi e, só por isso, trata-se de um filme absolutamente imprescindível de ser visto e digerido por todos aqueles que gostam de cinema e que têm consciência social, cívica e... humana.


Classificação: 9

14 de agosto de 2011

REVIEW
Super 8

super 8 Pictures, Images and Photos

Ano: 2011
Realizador: J.J. Abrams
Actores: Putos com demasiada adrenalina

Algures no início dos anos 80, um conjunto de putos prepara-se para fazer um filme de zombies em Super 8, ao bom velho estilo "produção caseira", mas com o máximo de credibilidade possível que os parcos meios financeiros permitem.
No entanto, no meio das filmagens assistem a um impressionante desastre que vai ser o catalisador para soltar uma força do outro mundo e que irá virar a cidade de pantanas.

Embora o realizador disto seja o J.J. Abrams, responsável por essa maravilha de culto que tanto prezo, de seu nome Cloverfield (e uma outra série qualquer, supostamente famosa, da qual só consegui ver o primeiro episódio), a mão inteira do Spielberg enquanto realizador faz-se notar, de forma bem grossa aqui.

Está presente um vigoroso espectáculo visual e o monstro, provavelmente idealizado por Abrams é original e exótico, mas se atentarmos a largas porções de filme, que parecem recalcadas a papel químico do E.T., imagino o Spielberg a mandar um abundante número de papaias ao ar, enquanto relembrava o realizador sobre quem é que mandava ali e quem é que era a vedeta que tinha dado o nome pelo sucesso do filme. Só assim se explica que à medida que o mesmo avançava, e não obstante os vastos talentos representativos da miríade de crianças de pululam pelo ecrã, ficava com a impressão clara que já tinha visto aquela história há alguns anos com um ser de outro planeta mais pequeno, castanho e que passava meio filme a querer telefonar para casa....

Nota de rodapé: A cena dos créditos finais está soberba!

Classificação: 6

11 de agosto de 2011

REVIEW
Hanna



Ano: 2011
Realizador: Joe Wright
Actores: Eric Bana, Saoirse Ronan, Cate Blanchett

Uma assassina, treinada desde cedo pelo pai enquanto exilados numas quaisquer montanhas remotas, procura a mulher que é a responsável pela sua presente situação, e que a persegue desde muito nova.

E o "set-piece" é interessante, perante a perspectiva de vermos um filme sério em que uma assassina que ainda não tem idade para beber malha a torto e a direito em todo e qualquer segurança de supermercado que se atreva a atravessar-se no caminho dela.

O problema é que o filme é tão sério, tão sério... que a dada altura torna-se desinteressante e vago. O argumento deriva para lado nenhum e o final não sabe a nada e não satisfaz de nenhuma forma palpável. E a inefável Cate Blanchett está tão perdida como uma bailarina num jogo de rugby.

Enfim, melhores dias virão e melhores filmes serão vistos este ano.

Classificação: 5.5

4 de agosto de 2011

REVIEW
Julia's Eyes



Ano: 2010
Realizador: Guillem Morales
Actores: Belen Rueda, Lluis Homar

Aqui está mais uma pujante e fresca obra, parida dessa aparentemente inesgotável mina que é o novo cinema de terror espanhol. E felizmente para todos nós, os espectadores ávidos de reviver as mais básicas sensações que o nosso cérebro reptiliano tem para nos oferecer, o interesse do filme não se esgota nos proeminentes e entumescidos seios da protagonista que, não obstante já ultrapassar em muito os 40 anos, é dona de uma saúde corporal tal que, por momentos, até nos faz esquecer de que é de um filme de terror que se trata.

Ou seja, temos aqui um saboroso twist de limão, na forma da doença visual da protagonista, que faz com que a perda progressiva de visão contribua para um aumento de tensão visual... só que nem sempre este aumento de tensão é visto através dos olhos cada vez mais turvos da Julia o que é uma pena. Adorava ter visto a acção através dos olhos dela, enquanto tentava encontrar, nas sombras da sua própria visão, a fugidia causa do mal que a persegue.

Mesmo assim, é um filme bem realizado e produzido (pela mão do inefável Guillermo Del Toro) e que, não obstante ir descambando progressiva e lentamente para os já vulgares clichés do género, consegue fazê-lo com algum estilo, rumo a um final satisfatório.

Classificação: 7

1 de agosto de 2011

19 de junho de 2011

REVIEW
Lars and the Real Girl


Ano: 2007
Realizador: Craig Gillespie
Actores: Ryan Gosling, Emily Mortimer

Um jovem demasiadamente tímido e recatado que vive num anexo ao lado da casa do irmão arranja uma boneca insuflável como companheira e desenvolve uma relação amorosa com ela.

Qualquer leitor astuto e inteligente que leia esta sinopse (e aposto que este blog tem muitos desses) deve pensar "mas que grande fantochada, oh pá!".

Pois, na verdade assim parece e admito que o que me atraiu para este filme foi o reconhecido talento interpretativo de Ryan Gosling. E o mais impressionante é como ele, mesmo assim, ainda conseguiu surpreender e arrancar uma performance digna de uma nomeação para o Óscar que, injustamente, nunca chegou!

O que começa como uma comédia desbregada resvala suavemente para o espanto (pela forma como Gosling constrói a relação com a boneca) e, logo de seguida, para um drama profundo sobre a natureza humana, a alucinação mental e sobre a união de uma comunidade para com um dos seus membros que necessita de ajuda e de ser amado. Chega a ser surpreendente, em determinados momentos, o quão poderoso se torna o filme depois de um início tão amalucado e quão firmemente caminha para um bom final, sem cair no dramalhão exagerado ou na lágrima fácil.

É um filmaço descomunal e um dos maiores "murros no estômago" da história deste blog!

Classificação: 9

REVIEW
The Believer


Ano: 2001
Realizador: Henry Bean
Actores: Ryan Gosling, Billy Zane

Este filme representa aquilo que é um dos principais objectivos aqui do estaminé, que passa por dar a
conhecer filmes obscuros mas não desprovidos de valor.

Assim sendo, e dois anos depois do impactante e fabuloso American History X, o desconhecido realizador Henry Bean traz-nos a história de um neo-nazi judeu e da sua ascensão nos "quadros" de um movimento fascista underground, ao mesmo tempo que se degladia com o seu passado e formação judia.

Ambos os filmes encontram-se em muitas das temáticas e questões ideológicas levantadas e até o protagonista (um Ryan Gosling até então desconhecido e, claramente, um dos melhores actores desta geração) acarreta consigo, ao longo do filme, muitas semelhanças com o personagem amargurado e enraivecido de Edward Norton.

Uma das coisas nas quais este filme se destaca em relação ao seu "semelhante" é, sem dúvida, os momentos frequentes de tensão, derivados da raiva e ódio do protagonista e que gera vários momentos de confronto iminente. Toda a temática e a questão ideológica inerente causam muitas comichões no cu ao espectador, pois é um assunto que não é fácil de abordar e o realizador, inteligentemente, opta por não se pôr com floreados e apanha o touro pelos cornos...

Muito, muito recomendável para quem gosta de filmes complexos e inteligentes.

Classificação: 8

1 de junho de 2011

REVIEW
Battle Los Angeles



Ano: 2011
Realizador: Jonathan Liebesman
Actores: Aaron Eckhart, Michelle Williams

Que saudades do Independence Day, esse guilty pleasure proveniente da mente retorcida do destruidor de mundos Emmerich que levou tantas pessoas às salas de cinema e esgotou, por incontáveis vezes, as tardes da SIC sob pomposos rótulos de "grande estreia".

Este realizador, Liebes qualquer coisa, também deve ter julgado o mesmo, e como tem amigos nos lugares certos (e, com uma certa dose de maledicência, um cavernoso buraco do rabo), conseguiu um budget astronómico para tentar, de alguma forma, emular esse mítico cromo dos nineties.

No entanto, não é preciso muito tempo para verificar a evidente falta de "cojones" para agarrar o toiro pelos cornos e todo aquele orçamento é gasto em coisa nenhuma, sendo que as bem feitas explosões do início do filme são apenas fogo fátuo e não contribuem em nada para nada. Os aliens são soldadinhos que parecem recortes de papel (longe, longe da imaginação e da frescura de um District 9), a quantidade astronómica de clichés (o sidekick preto, o sargento que sai da reforma para uma última missão, etc.), o argumento ridículo e os diálogos patéticos e carregados de uma emoção tão falsa e bacoca fazem com que este filme se veja afogado num fundo balde de esterco viscoso.

Apenas algumas cenas de tensão, logo no início do filme, e a "set-piece" na autoestrada, bem conseguida embora um bocado barulhenta de mais, salvam isto de ser uma estrumeira absoluta.

Classificação: 3

29 de maio de 2011

REVIEW
Closer



Ano: 2004
Realizador: Mike Nichols
Actores: Jude Law, Julia Roberts, Natalie Portman, Clive Owen

Mike Nichols, o excelente realizador de coisas tão boas e injustamente esquecidas como a série "Angels in America" dirige esta adaptação de uma peça de teatro homónima que, conforme se nota desde logo, tresanda a teatralidade por todos os poros, o que não é necessariamente uma coisa má, principalmente quando se tem um conjunto de 4 actores notáveis a fazerem coisas, ao longo do filme, que de notável têm muito pouco.

É uma clássica história de amores, traições e enganos, onde se disseca a fragilidade da psique humana em píncaros de intensidade dramática raramente vistos em cinema (e que devem resultar igualmente bem em teatro), onde as feridas da alma são sucessivamente lavadas e expurgadas através de sequências de injúrias ao próximo. Ou apenas porque sim, porque se gosta ou porque não se gosta. Porque o amor pode ser volúvel, complexo, difícil de compreender e de exprimir.

Não é demais realçar o notável trabalho de personagem efectuado pelos 4 actores, cada um com o seu próprio registo e maneira de estar na vida e perante o amor (que todos eles procuram). É esta distinção tão vincada entre pessoas que, tal como na vida, pinta o filme com tons de choque, complexidade e inteligência que poucos podem ter a ambição de conseguir.


Classificação: 8.5

22 de maio de 2011

REVIEW
Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides



Ano: 2011
Realizador: Rob Marshall
Actores: Johnny Depp, Penelope Cruz

Jack Sparrow é o filho predilecto de Johnny Depp. Vê-se isso em cada gesto, em cada trejeito, na forma trabalhadamente desajeitada, no limite do efeminado, de caminhar e de correr. É um estupendo trabalho de composição de um personagem e que contribui, de sobremaneira, para levar de arrasto um filme.

E, nesta quarta parte da saga, Johnny Depp faz por merecer o chorudo cheque que a Disney lhe pagou, arrastando o já lendário carisma do capitão Jack Sparrow por um filme entretido, que não lendário, onde a história e o climax do filme (a descoberta da lendária fonte da juventude) ganham um aspecto secundário perante outras vertentes, como os diálogos e a exploração dessa vaca leiteira que é o referido personagem.

De resto, Geoffrey Rush é igual a si próprio, o britânico Ian McShane faz um surpreendente e sólido vilão e a Penélope Cruz... mostra, em pleno 3D, as suas volumosas e soberbas mamas de recém mamã.

Não obstante isto, é um filme que é agradável de se acompanhar e que apesar de ter 2.30h parece ter menos tempo, mesmo não sendo um filme extraordinário, o que só diz bem de Johnny Depp e da leveza da história.

Porque, no fundo, a frase de Sparrow, no fim do filme, resume bem esta ida ao cinema:

"It's not the destination, so much as the journey".

Como nota de rodapé, o filme em 3D não acrescenta nada ao enredo, nem tão pouco à imersão do espectador na acção. Mais uma vez, temos um caso em que o 3D é igual a "2D às camadas"... e só em algumas cenas. Não há profundidade, o ecrã não é suficientemente grande e nunca temos a sensação de que algum salpico de água nos vá atingir a cara a qualquer momento. Ou seja, mais uma vez, o 3D não passa de um fogo de artifício para cobrar uma taxa "saca-euros-a-tolos" de 2€ para custear as câmaras cujo valor de aquisição deve ter sido ilimitado... Mas enfim, como estamos num país de chulos, tudo é permitido. A mim não me apanham mais em nenhum filme desta moda.


Classificação: 7

18 de maio de 2011

NEWS
Tim tim tim tim

Saiu o primeiro trailer do Tintim, realizado pelo Spielberg e produzido pelo Peter Jackson.
Para um primeiro teaser trailer... está assustadoramente vulgar!

Vejam com os vossos olhos aqui.